O Ministério Público de Rondônia promoveu, nesta quarta-feira (25), em Porto Velho, uma audiência pública para discutir a crise climática na Amazônia, com foco na prevenção e no combate às queimadas. O encontro reuniu órgãos ambientais, forças de segurança, representantes da sociedade civil e especialistas para debater estratégias conjuntas e fortalecer políticas públicas voltadas à proteção ambiental.
A abertura foi conduzida pela coordenadora do Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente (Gaema), a promotora de Justiça Valéria Giumelli Canestrini. Ela destacou que os incêndios florestais não são eventos isolados, mas resultado de um cenário complexo que envolve pressões econômicas, fragilidades institucionais e desigualdades socioambientais.
Segundo a promotora, o enfrentamento da crise climática exige atuação conjunta e permanente entre instituições, aliada ao uso de dados, planejamento estratégico e participação social. “A resposta à crise climática depende de coordenação e integração entre os órgãos públicos, com base em conhecimento técnico e diálogo com a sociedade”, afirmou.
Integração e planejamento como prioridade
Durante a audiência, houve consenso entre os participantes de que o combate às queimadas em Rondônia depende de ações articuladas, contínuas e baseadas em planejamento prévio. A necessidade de ampliar a conscientização da população e fortalecer a participação social também foi destacada.
Outro ponto reforçado foi a importância de equilibrar desenvolvimento econômico e preservação ambiental, com atenção especial ao combate a práticas ilegais que contribuem para a degradação ambiental.
Além disso, os participantes ressaltaram a urgência de medidas preventivas, atuação antecipada das equipes e intensificação do monitoramento ambiental, principalmente diante da possibilidade de períodos de seca mais prolongados.
Órgãos apresentam estratégias e dados
Ao longo do evento, diferentes instituições apresentaram diagnósticos e estratégias em andamento. Entre os participantes estiveram a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), o Corpo de Bombeiros Militar, o Batalhão de Polícia Ambiental, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) e a Fundação Oswaldo Cruz.
As apresentações contribuíram para a construção de uma visão integrada sobre o enfrentamento da crise climática na região. De forma geral, os participantes reforçaram que a cooperação interinstitucional é essencial para ampliar a efetividade das ações de fiscalização, prevenção e resposta aos incêndios florestais.
Direito ao meio ambiente equilibrado
A audiência pública pode ser acompanhada na íntegra pelo canal do MPRO no YouTube. A atuação do órgão visa garantir o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, previsto na Constituição Federal.
Esse direito assegura qualidade de vida à população e estabelece o dever do poder público e da sociedade de preservar e proteger os recursos naturais para as atuais e futuras gerações.



































