TODO LUGAR
O feminicídio, o assassinato de mulheres pelo fato de serem mulheres, não é um fenômeno isolado de comunidades mais vulneráveis ou de homens sem instrução.
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A experiência cotidiana e as notícias recentes mostram que essa violência extrema está presente em todos os estratos da sociedade brasileira, inclusive entre aqueles que deveriam ser exemplo de disciplina e controle emocional.
ANO PASSADO
Em 2025, o Brasil registrou 1.470 feminicídios, a maior marca desde que a lei passou a tipificar esse crime em 2015.
ESTATÍSTICA
O número representa uma média de quatro mulheres assassinadas por dia simplesmente por serem mulheres.
AUMENTOU
Esse total significa um crescimento constante nos últimos anos e evidencia que a violência de gênero está longe de ser combatida com eficácia.
REAIS
Esses números não são estatísticas abstratas: são vidas interrompidas, famílias destruídas, histórias que poderiam e deveriam ter sido poupadas.
RONDÔNIA
No estado de Rondônia, os dados também são assustadores. Em 2025, foram registrados 25 feminicídios.
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Número absoluto que pode parecer menor do que em estados maiores, mas que coloca o estado entre os que têm piores taxas por 100 mil habitantes no país, junto com Acre e Mato Grosso.
SEM PERFIL
Isso mostra que a violência de gênero não ocorre apenas em grandes metrópoles ou em contextos de pobreza extrema, ela é estrutural e perversa.
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É um erro pensar que o feminicídio seja um problema restrito a classes sociais mais baixas ou a homens com pouca educação formal.
ONIPRESENTE
Embora muitas vezes essa violência esteja associada à precariedade econômica, a verdade é que agressores podem estar em qualquer lugar, em bairros nobres, com boa formação escolar, em cargos de carreira pública ou mesmo dentro de instituições de segurança.
EXEMPLOS
Vários casos recentes ilustram essa triste realidade: Policiais militares, agentes do Estado treinados e com acesso a armas, já foram denunciados e processados por casos de feminicídio e tentativa de feminicídio, incluindo situações em que houve tentativa de proteger a própria mulher e filhos.
PMs 2
Crimes envolvendo oficiais e tenentes-coronéis são investigados em São Paulo, como o caso de uma esposa encontrada morta que agora é apurada como homicídio pela polícia.
PMs 3
Outro episódio envolveu um PM que assassinou a própria mulher e ameaçou parentes logo após ter tido a arma recolhida em razão de ameaças anteriores.
FATO
Esses episódios mostram que quem comete feminicídio não necessariamente tem um histórico formal reconhecido nem exames psicológicos que apontaram risco claro e expõem uma falha potencial no processo de preparação e monitoramento psicológico de agentes do Estado.
PREPARO
Quando falamos de preparação psicológica, especialmente no caso de policiais e agentes públicos com poder de violência letal, surge uma pergunta urgente.
PREPARO 2
Os instrumentos atuais de avaliação identificam, com precisão, traços como autoritarismo, possessividade e tendência à agressão?
PREPARO 3
Testes psicológicos em carreiras militares e de segurança pública existem; porém: Eles muitas vezes não capturam características profundas de comportamento em contextos de estresse emocional intenso — como insegurança, ciúmes patológico ou necessidade de controlar a parceira.
PREPARO 4
A formação muitas vezes enfatiza disciplina física e técnica, mas nem sempre profundidade de autoconhecimento, controle emocional e prevenção de comportamentos abusivos.
PERIGO
Quando um oficial com acesso a armas e treinamento melhora seu poder de agressão mas não recebe acompanhamento contínuo e efetivo, a sociedade corre risco.
MACHISMO
O feminicídio tem origem — em grande parte — em uma cultura de dominação e controle sobre a mulher, legitimada por atitudes sociais que muitas vezes minimizam ou naturalizam a violência doméstica.
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O crime não é apenas um ato isolado: é a expressão extrema de uma cultura que ainda trata a mulher como propriedade ou objeto.
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Quando um homem não aceita um fim de relacionamento, quando se sente com “direito” sobre o corpo e a vida de sua parceira, quando a própria identidade masculina é construída na lógica do poder sobre o outro — aí está a raiz do problema.
MUDANÇA
Não há solução simples ou imediata, mas alguns caminhos urgentes são claros: Mais que leis, precisamos de educação emocional nas escolas, formação de homens sobre igualdade de gênero e respeito, e programas que abordem masculinidades tóxicas.
VIGILÂNCIA
Acompanhamento psicológico contínuo. Não basta aplicar um teste uma única vez. Profissionais de segurança, especialmente, precisam de monitoramento psicológico contínuo ao longo da carreira.
CERCO
Fortalecimento das redes de proteção como abordar denúncias, proteger vítimas com estrutura real de apoio e abrigos, e garantir que medidas protetivas sejam eficazes.
MUDANÇA CULTURAL
O Brasil não mudará enquanto a sociedade não rejeitar com firmeza a ideia de que o machismo faz parte de nossa “cultura”; é uma construção social que pode e deve ser desconstruída.
ENTENDIMENTO
O feminicídio não escolhe classe social. Ele está presente em bairros ricos e pobres, com homens de diferentes formações e ocupações.
AÇÃO FORTE
Os números no Brasil e em Rondônia são alarmantes, e mostram que a luta contra essa violência deve ser contínua, enérgica e abrangente.
ERRO
Negar que o problema exista em todas as camadas sociais ou reduzir sua complexidade é apenas perpetuar uma cultura que já tirou vidas demais.
POLÍTICAS PÚBLICAS
Precisamos agir agora — com educação, com políticas públicas efetivas e com coragem moral para enfrentar a violência de gênero em sua raiz.







































