O Brasil liderou, junto a quase 100 nações, um comunicado conjunto divulgado nesta quarta-feira (18) condenando as recentes ações de Israel na Cisjordânia. O protesto ocorre após o governo israelense aprovar, no último domingo, a reabertura do registro de terras na região ocupada, permitindo que colonos realizem compras definitivas de propriedades.
Para os países signatários, a decisão unilateral de Israel viola abertamente o direito internacional e as resoluções das Nações Unidas. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE) destacou que tais medidas alteram a demografia local e inviabilizam a “Solução de Dois Estados”, considerada o único caminho para uma paz duradoura.
Divergência sobre a soberania territorial
O governo de Benjamin Netanyahu defende a medida como uma “resposta adequada” ao que chama de registros ilegais promovidos pela Autoridade Palestina. O ministro da Defesa, Israel Katz, reforçou que a ação é vital para a segurança do Estado de Israel e para a consolidação de direitos de propriedade na área sob controle militar.
Em contrapartida, a presidência palestina afirma que a autorização é uma estratégia de colonização agressiva. Os líderes palestinos argumentam que o registro de terras consolida a ocupação iniciada em 1967 e destrói qualquer possibilidade de uma Palestina independente e soberana com capital em Jerusalém Oriental.
Compromisso com a autodeterminação
A nota conjunta reafirma que qualquer alteração no status do Território Palestino Ocupado é nula. Os países signatários apelam para o princípio de “terra por paz” e pedem que Israel interrompa as políticas de deslocamento forçado e anexação territorial.
A Cisjordânia é um território central na disputa, onde a Autoridade Palestina possui autonomia limitada em algumas áreas, enquanto a maior parte permanece sob rigoroso controle israelense. O agravamento das tensões diplomáticas ocorre em um momento de fragilidade nos esforços de paz e estabilidade em todo o Oriente Médio.




































