O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia apresentou nesta quinta-feira (12) duas tecnologias organizacionais que marcam uma mudança estratégica na forma de avaliar políticas e ações públicas: o Modelo de Competência CHAP e a Matriz de Resultados e Avaliação de Impactos Gerados (M-RAIG). A iniciativa foi conduzida pelo presidente da Corte, Wilber Coimbra, diante de gestores, lideranças internas e representantes do Ministério Público de Contas.
Segundo o presidente, a proposta consolida um movimento de transição do foco em procedimentos para uma atuação orientada por resultados concretos e impactos sociais verificáveis. A meta, afirmou, é alinhar o controle externo à transformação efetiva da vida do cidadão.
CHAP: propósito no centro da governança
O Modelo de Competência CHAP — Conhecimento, Habilidade, Atitude e Propósito — parte da leitura finalística da Constituição Federal para orientar decisões institucionais. A metodologia busca assegurar que cada ação do Tribunal esteja conectada ao interesse público e aos objetivos constitucionais.
Na prática, o modelo reorganiza o ciclo decisório, reforçando o sentido do “por que” e do “para quem” as decisões são tomadas, não apenas o “como”.
M-RAIG: mensuração e evidências
Complementando o CHAP, a Matriz de Resultados e Avaliação de Impactos Gerados funciona como ferramenta operacional para comprovar a efetividade das ações. A tecnologia permite rastrear diagnósticos, planejamento e resultados, garantindo sindicabilidade, rastreabilidade e mensurabilidade.
O objetivo é transformar dados em evidências capazes de demonstrar o impacto institucional e social das iniciativas do Tribunal.
Integração tecnológica
Durante a apresentação, equipes técnicas detalharam como sistemas internos e soluções digitais vão sustentar a aplicação cotidiana das metodologias. A integração tecnológica busca viabilizar monitoramento contínuo, validação de dados e padronização de processos.
Ciência aplicada à gestão pública
A fundamentação teórica dos modelos também foi destacada. Estudos científicos publicados internacionalmente dão suporte metodológico às propostas, reforçando o uso de ciência aplicada como ferramenta de governança estratégica.
Impacto como missão
Com a adoção das novas tecnologias, o Tribunal reforça o entendimento de que o controle externo deve ir além da verificação formal de processos. A mensuração de resultados passa a orientar decisões e políticas públicas com foco em benefícios concretos para a sociedade.




































