O Dia Mundial do Rádio, celebrado em 13 de fevereiro, é um reconhecimento internacional ao papel de um dos meios de comunicação mais duradouros e influentes da história. Mesmo diante das transformações digitais, o rádio permanece relevante, adaptando-se a novos formatos e plataformas sem perder sua essência: informar, conectar e acompanhar milhões de pessoas diariamente.
A data foi instituída pela UNESCO em 2011, em referência à primeira transmissão simultânea de um programa da Rádio das Nações Unidas para seis países, em 1946. Desde então, a celebração reforça o valor do rádio como ferramenta de democratização da informação e promoção cultural.
A invenção que mudou a comunicação
O surgimento do rádio é resultado de avanços científicos acumulados ao longo do século XIX. Embora vários pesquisadores tenham contribuído para sua evolução, a invenção é tradicionalmente creditada ao italiano Guglielmo Marconi, que desenvolveu o telégrafo sem fio e viabilizou a transmissão de sinais por ondas eletromagnéticas.

Inicialmente voltado à transmissão de sinais, o rádio evoluiu rapidamente para a comunicação por voz e se consolidou como meio de difusão de notícias, cultura e entretenimento. A expansão das ondas curtas e o aprimoramento tecnológico permitiram que o rádio alcançasse públicos cada vez maiores, tornando-se peça central na comunicação de massa do século XX.
A chegada do rádio ao Brasil
No Brasil, o rádio foi introduzido oficialmente em 1923, durante a Exposição do Centenário da Independência. A novidade despertou interesse imediato e levou à criação de emissoras voltadas à difusão cultural e educativa, estabelecendo o rádio como instrumento de integração nacional.

Hoje, o país possui milhares de emissoras operando em AM, FM e plataformas digitais. A audiência permanece expressiva, especialmente em cidades do interior, onde o rádio continua sendo fonte essencial de informação e companhia cotidiana.

O rádio em Rondônia
A história do rádio rondoniense começa com a pioneira Rádio Caiari, fundada em 1961 em Porto Velho, com missão educativa e comunitária. Ao longo das décadas, a emissora acompanhou a modernização tecnológica e ampliou seu alcance.

Outro marco é a Parecis FM, primeira rádio FM do estado, criada em 1975. A emissora ajudou a consolidar o rádio musical e informativo em Rondônia, expandindo sua presença regional e formando gerações de ouvintes.

Do microfone à vida pública
O rádio também impulsionou trajetórias políticas e sociais. A deputada federal Sílvia Cristina iniciou sua carreira como locutora, destacando o meio como ferramenta de aproximação com a população. Segundo ela, a comunicação radiofônica sempre funcionou como ponte entre comunidades e representantes públicos.
Rádio institucional e integração regional
A utilização do rádio como instrumento institucional ganhou força com iniciativas como a Rádio Nacional da Amazônia, criada para levar informação a comunidades isoladas da região Norte. O modelo reforça o papel social do meio em territórios de difícil acesso.

Em Rondônia, a comunicação institucional também se fortaleceu dentro de órgãos públicos, como a Assembleia Legislativa de Rondônia, que utiliza o rádio como canal direto de prestação de contas e divulgação de informações oficiais.
Um meio que se reinventa
Mesmo em plena era digital, o rádio mantém sua relevância ao integrar transmissões tradicionais com streaming, aplicativos e podcasts. A instantaneidade, a linguagem acessível e a capacidade de criar companhia emocional continuam sendo diferenciais que sustentam sua popularidade.

Mais do que um veículo histórico, o rádio permanece vivo, conectando gerações e reafirmando seu papel como ferramenta essencial de informação, cultura e cidadania.








































