A defesa do ex-médico Roger Abdelmassih, de 82 anos, protocolou um novo pedido à Justiça para que o detento cumpra o restante de sua pena em regime domiciliar. O condenado cumpre sentença de 173 anos de reclusão por 49 estupros cometidos contra pacientes em sua antiga clínica de reprodução humana.
A juíza Sueli Armani, da 9ª Unidade Regional de Departamento Estadual de Execução Criminal de São José dos Campos, é a responsável pela análise do caso. Para fundamentar sua decisão, a magistrada solicitou a realização de um novo laudo médico-pericial para avaliar as reais condições de saúde do sentenciado.
Abdelmassih foi transferido para a Penitenciária II de Potim em dezembro de 2025, após uma reorganização do sistema prisional paulista que removeu detentos de grande repercussão da unidade de Tremembé. O ex-médico já obteve o benefício da prisão domiciliar em ocasiões anteriores, alegando fragilidade física e riscos sanitários.
Preso originalmente em 2014 no Paraguai, após passar anos foragido, o ex-médico tornou-se um dos símbolos da luta contra o abuso sexual em ambientes hospitalares no Brasil. Caso a defesa não arque com os custos da perícia, o exame deverá ser conduzido por peritos do Instituto de Medicina Social e de Criminologia.











































