O início do ano letivo é um período decisivo para garantir matrícula ou rematrícula nas redes municipal e estadual de ensino. Tradicionalmente, o mês de janeiro marca a reabertura de vagas, permitindo que crianças, jovens e adultos retornem à escola ou ingressem pela primeira vez no sistema educacional.
No caso das pessoas com deficiência, o acesso à educação não é um favor, mas um direito assegurado pela Constituição Federal. Existem vagas específicas destinadas a esse público, e a ausência na escola pode representar não apenas uma exclusão momentânea, mas uma limitação significativa para o desenvolvimento social, pessoal e profissional ao longo da vida.
A escola é reconhecida como um dos pilares do progresso social. É nesse ambiente que se constroem a alfabetização, o conhecimento, a autonomia e as condições necessárias para que cada indivíduo desenvolva seu potencial. Quando uma criança com deficiência fica fora da sala de aula, perde-se um tempo que dificilmente pode ser recuperado.
Em Porto Velho, segundo a diretora para Assuntos Estratégicos da Educação, Miriam Pereira, o poder público tem buscado organizar as vagas de forma mais sensível às necessidades dos estudantes com deficiência. A prioridade por escolas próximas às residências é uma das estratégias adotadas para reduzir barreiras de deslocamento e favorecer a permanência dos alunos no ambiente escolar.
Apesar desses avanços, o ativista Jailton Delogo faz um alerta: a inclusão ainda enfrenta desafios estruturais e humanos. Um dos principais problemas apontados é a falta de cuidadores e de acessibilidade adequada nas unidades de ensino. Barreiras como ausência de rampas, banheiros adaptados e a existência de escadas comprometem o direito à educação plena.
Delogo destaca que inclusão não se resume à presença física do aluno na escola. Muitas pessoas com deficiência necessitam de acompanhamento individualizado, métodos diferenciados de ensino e suporte contínuo para acompanhar o conteúdo. Em alguns casos, é indispensável a presença de um cuidador, a adaptação de provas, o uso do braile, avaliações orais ou apoio especializado em sala de aula.
O ativista também diferencia os conceitos de integração e inclusão. Enquanto integrar é apenas inserir o aluno no espaço escolar, incluir significa garantir condições reais de aprendizagem, respeitando as limitações e potencialidades de cada estudante.
Ao final, Jailton Delogo reforça o papel transformador da educação e da alfabetização no desenvolvimento humano. Para ele, cada pessoa evolui dentro de suas próprias possibilidades, mas nenhuma criança com deficiência pode ser privada do direito de aprender. Matrícula garantida é futuro em construção — e adiar esse direito é comprometer o amanhã.
Para acompanhar mais conteúdos e orientações sobre os direitos da pessoa com deficiência, é possível acessar as redes sociais de Jailton Delogo.










































