O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre um novo pedido de soltura do general da reserva Braga Netto. A defesa do militar, que está preso desde dezembro de 2024, alega que ele tem o direito de aguardar o julgamento em liberdade.
Braga Netto, que foi candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro em 2022, é acusado de obstruir as investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. A Polícia Federal (PF) afirma que o general, apontado como um dos principais articuladores do plano, tentou obter dados sigilosos da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
No início do mês, o próprio Moraes já havia decidido manter a prisão do militar. Na ocasião, o ministro justificou que havia fortes indícios de participação do general na tentativa de golpe e que sua custódia cautelar era necessária para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. A defesa de Braga Netto nega as acusações de obstrução.