SÁBADO, 21/03/2026

Em destaque

Após ouvir diagnóstico dos filhos, médica descobre que também é autista

"Aprendi bem o masking, que é fingir ser sociável, comum nas mulheres autistas. Nem sei mais viver sem, é muito incômodo para as pessoas eu ser da forma que sou".

Publicado em 

"Colecionei diagnósticos errados e tomei medicações que não funcionavam; sempre soube que tinha algo que não se encaixava. Aprendi bem o masking, que é fingir ser sociável, comum nas mulheres autistas. Nem sei mais viver sem, é muito incômodo para as pessoas eu ser da forma que sou".

“Me chamo Rafaella Nunes, tenho 44 anos, sou médica pediatra, casada há 12 anos e mãe do Angelo, de 10 anos, e do Dante, que tem 7. Nasci em Colatina, no Espírito Santo, e me mudei para Vitória para fazer faculdade. Sempre tive dificuldade social e de criar laços, além de ter manias.

Aos 42 anos, ao buscar diagnósticos para meus filhos, descobri que sou autista, assim como eles. Para que outras mães tenham informações e não se sintam tão perdidas quanto eu, criei a página TEAmo (Transtorno do Espectro do Autismo – mãe online), no Instagram.

“Sempre tirei boas notas, mas sofria bullying”

Quando criança, preferia brincar sozinha. Duas vezes por ano, nas férias, minha mãe me fazia brincar com as outras crianças. Nunca sabia o que fazer, nem o que falar. Eu dizia que era minha tortura semestral. Hoje é engraçado, mas na época eu não achava. Tinha hiperfocos, como ler compulsivamente; olhar mapas, adorava.

Enquanto as crianças queriam ganhar um pogobol, eu queria um atlas. Me identificavam na escola como a doidinha, a esquisita. Tenho sensibilidade auditiva, enquanto o professor estava explicando a matéria, precisava ouvi-lo sem conversa paralela. Era a chata que ficava pedindo silêncio. No hora do recreio, me escondia para que não precisar interagir.

Nunca dei trabalho, tirava notas muito boas, mas sofri muito bullying. Meu pai e a enciclopédia foram as grandes companhias na infância e adolescência. Eu amava. Pegávamos as enciclopédias e ficávamos discutindo um assunto.

Quando passei no vestibular em Vitória (ES), cidade em que praticamente ninguém me conhecia, pensei que tinha a chance de fingir que era outra pessoa me mascarando. Tentava ser popular, não consegui tanto, mas frequentava festa, a bebida infelizmente foi algo que eu usava para tentar ser social, fumava e arranjei o meu primeiro namorado, um colega com quem fiquei por 4 anos.

A primeira amiga de verdade que eu tive foi quando entrei na faculdade, aos 18 anos. Antes disso eu tinha colegas. A Laila aceitava a minha forma de ser. Nunca fez grandes críticas ao meu jeito, como a mania de chegar no restaurante e sentar na mesma mesa, e se estivesse ocupada, eu ia embora. Não me julgou. Acho que foi a primeira pessoa que nunca me disse que eu era estranha e tenho um amor profundo por ela, como se fosse uma irmã.

“Aprendi a fingir ser sociável”

Colecionei diagnósticos errados, alguns certos, como depressão. Como médica, acredito que tinha depressão já na infância, mas fiz tratamento para bipolaridade, borderline e levantaram a hipótese de esquizofrenia. Tomava medicações que não funcionavam. Sempre soube que tinha algo que não se encaixava, eu devia ser uma paciente psiquiátrica.

Não sou socialmente adequada, preciso de um filtro. Afastava as pessoas com meu sincericídio. Se uma colega pronta para sair me perguntasse se estava bonita, eu respondia: ‘não, essa roupa não tá bem não’. Fui entendendo que as pessoas não querem ouvir a sinceridade, querem um posicionamento social adequado. Aprendi bem o masking, que é fingir ser sociável, comum nas mulheres autistas. Nem sei mais viver sem, é muito incômodo para as pessoas eu ser da forma que sou. Eu quero que meus filhos tenham a liberdade de serem quem eles são, mas eu vivo muitas vezes sob masking.

Como sempre gostei de estudar, a faculdade não foi uma coisa tão difícil, mas quando acabei estava à beira de um meltdown – esgotamento emocional desencadeado por um grande estresse, como barulho ou quebra de rotina, onde pode haver choro e até auto agressão.

Hoje em dia, só trabalho com urgência e emergência. Gosto da surpresa que o pronto-socorro traz: o que será que eu vou atender agora? É um desafio diário para minha dificuldade em quebrar a rotina, me ensinou a me abrir para o desconhecido.

“Gosto de você estranha mesmo, quem não é?”

Gostava de boate. Olha que perfeito: você consegue se divertir, dançar, beber e ninguém quer conversar com você porque não dá para ouvir nada. A batida do som eletrônico não é uma frequência que me incomoda. Conheci o meu marido Gleison assim. Ele é tímido, mas veio conversar comigo.

O primeiro meltdown que ele viu ficou assustado, mas me acolheu, tentou me acalmar. Com o tempo, foi mudando algumas coisas em mim. Dizia que poderíamos nos divertir mesmo se não sentasse na minha mesa do restaurante. Começou a me convencer e, quando não conseguia, não ficava com raiva. Eu tinha essa questão de me achar estranha, mas ele dizia: “Gosto de você estranha mesmo, quem não é?”. Gleison sempre teve essa leveza.

Meu filho mais velho entrou na escola, aos 3 anos, e ficamos sabendo que ele não sabia socializar. Percebemos que nós dois também não. Antissociais, em três anos casados e dois de namoro, nunca havíamos recebido alguém em casa. Começamos a tentar um convívio. Hoje temos dois casais de amigos, olha que chique! Para mim isso é incrível.

Quando o Angelo tinha 5 anos, o Dante, então com 2, entrou na escola. Houve a mesma coisa dificuldade de socialização, ele também brincava sozinho como eu. Percebemos outras características, como a ecolalia – quando a criança repete as coisas que escuta ou responde como se fosse personagem. Ele decorava desenhos e falava contextualizando as frases, como se fosse o Mario Bros respondendo se queria água. Tinha movimentos estereotipados, como mexer as mãozinhas, correr em círculos.

Aos 3 anos, ele já estava lendo, o que se chama hiperlexia. Dante tem facilidade em línguas. Ele fala o alfabeto grego, o russo, canta as musiquinhas da Masha originais. Ele mesmo procura no Youtube e aprende, gosta de sentar com meu pai e ficam procurando as coisas.

Estávamos no começo do processo e fizemos um teste que mostra características de autismo. Meu pai disse que eu pontuaria mais do que o Dante. Ele estava certo, rimos: “Ah, estranha eu sempre fui, né!”. Comecei a estudar o autismo, a fazer curso, pós-graduação. Fui vendo cada dia mais que eu também parecia autista.

Quando o Angelo estava com 7 anos, por causa de alguma dificuldade de interpretação de texto, fizemos uma avaliação neuropsicológica dele e descobrimos que ele também é autista, o antigo Asperger. Meu marido sugeriu que eu também fizesse a avaliação; ele queria me ajudar com a dificuldade na autoestima.

“O médico quis dizer que autistas são fracassados. Saí indignada do consultório”

É difícil o diagnóstico no adulto. Cheguei a ir em um psiquiatra que me disse que eu não poderia ser autista porque não tive fracassos na vida. Ele deu como exemplo o fato de eu nunca ter sido reprovada, de ter me formado. Não existe esse tipo de parâmetro para o diagnóstico. A fala dele foi de preconceito e de falta de conhecimento dentro da especialidade. Então acredito que ele quis dizer que autistas são fracassados. Saí indignada do consultório. O meu processo de diagnóstico com outra médica foi meticuloso, cerca de 12 horas de teste em 10 sessões avaliativas.

Agora tomo mais cuidado com as minhas dificuldades. Desde o diagnóstico, tive pouquíssimos meltdowns, pequenos, discretos, nenhum tão forte que parecesse um surto. As pessoas acham que o autista é uma pessoa que não pode ter sucesso na vida. Eu estou na ponta do espectro, tenho menos dificuldades do que outros autistas, mas também outras que talvez os mais severos não tenham.

Infelizmente, eu acho que o capacitismo ainda está muito presente na sociedade. O que me dói muito falar é o capacitismo que os pais têm. Eu, como autista mãe de autistas, vejo de outra forma. Observo os pais vitimizando os filhos, “ah, coitado, não vai conseguir”. E é tudo difícil, é uma luta mesmo, a gente tem que lutar com a escola, com o plano médico, para ter os direitos deles respeitados. Tive que mudar os meus filhos de escola, acionei o Ministério Público, mas infelizmente tive uma péssima experiência.

Apesar de eu ter sempre sido estranha, difícil de lidar, a doidinha, meus pais sempre acreditaram no meu potencial. Acredite nos seus filhos. Isso vai formar a autoestima deles, vai ajudar a fazer com que eles acreditem neles próprios e vai fazer com que sigam em frente.

Meu diagnóstico foi importante também para eu mostrar para os meus filhos que estar no espectro não significa que temos que deixar nossos sonhos para lá. Todo mundo tem dificuldades e a gente tem que ir se virando com elas, tentando vencê-las, e ir em frente à procura do que queremos.

Esses dias meu filho Angelo aprendeu a andar de bicicleta depois de muito choro e achar que nunca conseguiria, é isso. Mandou mensagem para minha mãe: “Vó, é o melhor dia de todos. Caraca, eu tô muito feliz. Eu sou capaz“.

Pra mim é isso que faz a vida valer a pena: acreditar que eu posso o que eu quiser e passar isso para os meus filhos.

Publicidade
NEWSTV
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade
NEWSTV

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

Porto Velho recebe 2ª edição da Semana S do Comércio

Porto Velho recebe 2ª edição da Semana S do Comércio

Evento do Sistema Fecomércio acontece em maio com serviços gratuitos, palestras e atrações culturais; expectativa é superar 13 mil atendimentos.
L
Prefeitura de Jaru convoca aprovados em concurso e fixa prazo de posse

Jaru abre inscrições para o Barco Cross e Corrida de Caiaque

Competições tradicionais no Rio Jaru acontecem em abril; evento terá shows artísticos e categorias de remo e velocidade.
L
Vitória Morão leva arte amazônica ao Agenda News

Vitória Morão leva arte amazônica ao Agenda News

Artista visual de Porto Velho compartilhou trajetória, desafios e conquistas em entrevista marcada por identidade e valorização cultural.
L

Fim do HiAnime: maior site de pirataria de animes sai do ar após pressão internacional

Plataforma que sucedeu Zoro.to e AniWatch encerrou atividades em 13 de março de 2026 após pressão de órgãos antipirataria e inclusão em lista de mercados notórios dos EUA.
L
Atraso em verba federal gera crise de segurança para a Copa do Mundo nos EUA

Atraso em verba federal gera crise de segurança para a Copa do Mundo nos EUA

Relatórios de inteligência apontam riscos de ataques a transportes e agitação civil em junho; organizadores alertam para retenção de R$ 3,3 bilhões em subsídios.
L
Publicidade

DESTAQUES NEWS

Amazônia, Gente e Justiça: Renato Fernandes Caetano debate o ecossistema editorial na Amazônia

A conversa deve abordar desde os desafios enfrentados por autores, editoras e pesquisadores da região até as possibilidades de ampliar a presença do livro amazônico nos espaços educacionais, culturais e científicos.
L
MPT e Meta firmam acordo para combater o trabalho infantil online

MPT e Meta firmam acordo para combater o trabalho infantil online

Empresa deverá identificar perfis de crianças sem autorização judicial nas redes sociais; multas por descumprimento podem chegar a R$ 100 mil por menor.
L
Fazenda planeja alternativas para conter o preço do diesel

Fazenda planeja alternativas para conter o preço do diesel

Dario Durigan assume ministério e propõe isenção de ICMS sobre importação para mitigar os impactos da crise no Oriente Médio.
L

Bora Ali: Thaiana Lima revela bastidores do Hotel Pelicano

A empresária também vai destacar a importância do empreendimento dentro da rota turística de Porto Velho, apresentar informações sobre pacotes, tarifas, reservas e explicar a localização do hotel. Uma entrevista que promete inspirar empreendedores e mostrar novas perspectivas para o turismo regional.
L
Lula defende criação de reserva estratégica de combustíveis no Brasil

Lula defende criação de reserva estratégica de combustíveis no Brasil

Presidente propõe estoque regulador para proteger o país de crises internacionais; Petrobras anuncia R$ 9 bilhões em investimentos em Minas Gerais.
L
Publicidade

EMPREGOS E CONCURSOS

Correios: inscrições para Jovem Aprendiz 2026 abertas

Correios: inscrições para Jovem Aprendiz 2026 abertas

Programa oferece 548 vagas em todo o país com foco em capacitação e inclusão de jovens em situação de vulnerabilidade social.
L
CNU 2025 consolida maior diversidade étnica e de gênero no serviço público federal

CNU 2025 consolida maior diversidade étnica e de gênero no serviço público federal

Ministra Esther Dweck apresenta balanço da segunda edição do “Enem dos Concursos”, destacando que 40% dos aprovados pertencem a grupos de cotas reservadas.
L
CNU convoca 712 candidatos para etapa de investigação social

CNU convoca 712 candidatos para etapa de investigação social

A fase é eliminatória para o cargo de analista técnico de justiça e defesa, exigindo o preenchimento de ficha de informações pessoais até o dia 24 de março.
L
Mais de 2,3 mil vagas abertas em Rondônia: confira sua cidade

Mais de 2,3 mil vagas abertas em Rondônia: confira sua cidade

O Governo de Rondônia disponibiliza 2.377 vagas formais em diversas cidades do estado, reforçando oportunidades no mercado de trabalho e o fortalecimento da economia local.
L
CNU divulga resultado final com classificações e lista de espera

CNU divulga resultado final com classificações e lista de espera

Candidatos já podem consultar notas e posições na página da FGV; convocações para nomeações e cursos de formação começam nesta segunda-feira.
L
Publicidade

POLÍTICA

Moraes solicita parecer da PGR sobre prisão domiciliar de Bolsonaro

Moraes solicita parecer da PGR sobre prisão domiciliar de Bolsonaro

Ex-presidente está internado com pneumonia bacteriana após relatório de presídio apontar risco de morte; defesa aguarda decisão do STF.
L
Mendonça afirma que juiz não deve ser estrela e sim assumir responsabilidade

Mendonça afirma que juiz não deve ser estrela e sim assumir responsabilidade

Relator do caso Banco Master defende serenidade em decisões judiciais; ministro assumiu inquérito após saída de Dias Toffoli.
L
Sílvia Cristina: filiação fortalece o Progressistas

Sílvia Cristina: filiação fortalece o Progressistas

Pastor João do Cerna se filia ao partido em Rolim de Moura e reforça atuação social voltada à recuperação de dependentes químicos.
L

Cabixi recebe nova ambulância e Cláudia de Jesus reforça compromisso com a saúde

Deputada estadual Cláudia de Jesus destina emenda de R$ 450 mil para aquisição de veículo de urgência e emergência no município
L
Moraes vota por repercussão geral em caso Mariana Ferrer no STF

Moraes vota por repercussão geral em caso Mariana Ferrer no STF

Ministro defende que Supremo crie tese nacional sobre constrangimento ilegal de vítimas em processos de crimes sexuais; julgamento virtual segue até o dia 27.
L
Publicidade

POLÍCIA

Polícia Federal destrói draga de garimpo ilegal no Rio Madeira

Polícia Federal destrói draga de garimpo ilegal no Rio Madeira

Operação Iterum II neutraliza estrutura completa de extração de ouro em Rondônia; ação conjunta com Ibama combate crimes ambientais no leito do rio.
10
Casal de 24 anos acaba na delegacia após briga doméstica

Casal de 24 anos acaba na delegacia após briga doméstica

A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência de violência doméstica, onde a mulher relatou ter sido agredida com chutes e xingamentos antes de reagir para se defender do marido.
16
Polícia Civil de Rondônia prende foragido de MG condenado por matar policial

Polícia Civil de Rondônia prende foragido de MG condenado por matar policial

Ação da DRACO2 e GAECO localiza criminoso em Cacoal; condenado portava arma ilegal no momento da abordagem.
14
PRF apreende mais de 20 kg de entorpecentes em Ji-Paraná

PRF apreende mais de 20 kg de entorpecentes em Ji-Paraná

Polícia prende homem de 27 anos na BR-364 com carregamento de pasta base de cocaína em ônibus interestadual
12
Foragido do Urso Branco é recapturado na BR-364

Foragido do Urso Branco é recapturado na BR-364

Apenado de alta periculosidade, foi localizado por policiais militares enquanto tentava fugir de Porto Velho
12
Publicidade

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Banco Central comunica exposição de dados de 28 mil chaves Pix

Banco Central comunica exposição de dados de 28 mil chaves Pix

Incidente em sistemas da Pefisa S.A. expôs informações cadastrais de clientes; autarquia afirma que senhas e saldos bancários permanecem protegidos.
L
Conmebol altera critérios de desempate da Libertadores

Conmebol altera critérios de desempate da Libertadores

Confronto direto passa a ser o primeiro parâmetro de classificação na fase de grupos; mudança vale para a edição de 2026 e afeta também a Sul-Americana.
L
Fome recua em lares do Bolsa Família chefiados por mulheres

Fome recua em lares do Bolsa Família chefiados por mulheres

Estudo da FGV revela que 71% dos domicílios que atingiram segurança alimentar são liderados por figuras femininas; impacto é maior entre mulheres negras.
L
O agente secreto disputa oito troféus no prêmio Platino

O agente secreto disputa oito troféus no prêmio Platino

Longa de Kleber Mendonça Filho é destaque em premiação no México com indicações para Wagner Moura e melhor direção; Brasil tem sete obras finalistas.
L
Cooperativismo de crédito: Brasil ganha destaque global

Cooperativismo de crédito: Brasil ganha destaque global

Crescimento do setor impulsiona presença internacional e fortalece papel das cooperativas no financiamento e inclusão financeira no país.
L
Jaru: chamada pública fortalece agricultura familiar

Jaru: chamada pública fortalece agricultura familiar

Prefeitura abre seleção para compra de alimentos destinados à merenda escolar, com prazo até abril e incentivo à produção local.
L

Em Cima da Hora: Chapa 2 Unidade e Força apresenta propostas ao público

O Em Cima da Hora segue com sua proposta de levar conteúdo relevante e atual, aproximando o público dos temas que fazem diferença no dia a dia e das decisões que influenciam o futuro das instituições.
L