O governo do Irã confirmou neste sábado (28) a morte do líder supremo Ali Khamenei, encerrando quase quatro décadas de comando político e religioso sobre a República Islâmica. A informação foi divulgada inicialmente pela agência estatal Fars, por meio de seu canal no Telegram, e posteriormente confirmada em comunicado oficial.
“O líder supremo da Revolução foi martirizado”, afirmou a publicação. Em nota, o gabinete de governo declarou 40 dias de luto nacional e 7 dias de feriado geral em todo o país.
Segundo o comunicado oficial, Khamenei morreu após um bombardeio atribuído aos Estados Unidos, com apoio de Israel. “É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio”, diz o texto divulgado pelas autoridades iranianas.
As Guardas Revolucionárias também lamentaram a morte e prometeram continuidade. “O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, as Forças Armadas da República Islâmica e o vasto Basij continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo”, afirmou a corporação.
Quase 40 anos no poder
Nascido em 1939, Khamenei assumiu o posto de líder supremo em 1989, após a morte de Ruhollah Khomeini, fundador da República Islâmica. Desde então, concentrou amplos poderes em um sistema teocrático que une autoridade religiosa e política.
Como líder supremo, tinha controle sobre as Forças Armadas, política externa, Judiciário e decisões estratégicas do país. Também podia vetar decisões do presidente e do Parlamento.
Ao longo dos anos, enfrentou críticas internas por repressão a opositores e restrições às liberdades civis. Protestos em diferentes períodos, especialmente após crises econômicas e episódios envolvendo direitos das mulheres, foram duramente reprimidos.
Declarações dos Estados Unidos
O presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado mais cedo que o líder iraniano foi morto durante um bombardeio conjunto. Em rede social, afirmou que Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento norte-americanos, operados em parceria com Israel.
Segundo Trump, “não havia nada” que o líder supremo pudesse fazer para evitar o ataque. O presidente americano também declarou que as operações militares continuarão nos próximos dias.
Oriente Médio em alerta
A confirmação da morte de Khamenei amplia a tensão no Oriente Médio e coloca o Irã diante de um momento histórico decisivo. A sucessão do líder supremo será definida pela Assembleia dos Peritos, órgão religioso responsável por indicar o novo comandante máximo do país.
Analistas apontam que a transição poderá gerar disputas internas entre setores conservadores, militares e religiosos. Ao mesmo tempo, cresce o temor de retaliações contra interesses americanos e israelenses na região.
Com quase 90 milhões de habitantes e papel central no equilíbrio geopolítico do Oriente Médio, o Irã entra agora em um período de incertezas políticas e estratégicas.
A comunidade internacional acompanha os desdobramentos em tempo real, enquanto governos reforçam alertas de segurança e diplomatas buscam evitar uma escalada ainda maior do conflito.
Com informações: G1









































