O presidente da Argentina, Javier Milei, encaminhou ao parlamento o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, dando início ao processo de ratificação no país. O texto foi enviado nesta quinta-feira (5) à Câmara dos Deputados e ainda aguarda análise do Tribunal de Justiça da União Europeia.
De acordo com o projeto de lei, o acordo é apresentado como estratégico para a economia argentina, ao prever aumento significativo das exportações de bens e serviços, além de criar condições mais favoráveis para a internacionalização das empresas do país.
Entre os produtos argentinos que devem ter melhorias no acesso ao mercado europeu estão carne bovina, camarão, lula, pescada, mel, frutas cítricas, biodiesel e vinhos, além de itens regionais como leguminosas e erva-mate. Para o setor industrial, o texto aponta facilitação no acesso a matérias-primas e novas oportunidades de exportação.
A proposta será analisada durante as sessões extraordinárias do Congresso argentino, que seguem até 27 de fevereiro. A deputada governista Sabrina Ajmechet compartilhou o envio do projeto nas redes sociais e afirmou esperar que a Argentina seja o primeiro país do Mercosul a ratificar o acordo e usufruir de seus benefícios.
Além da Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil também iniciaram recentemente seus processos de ratificação. O chanceler argentino, Pablo Quirno, classificou o momento como “histórico” e afirmou que o país “retorna ao mundo”, fazendo referência também a um acordo comercial firmado com os Estados Unidos.
Assinado em janeiro, após 25 anos de negociações, o acordo UE-Mercosul precisa ser ratificado por ao menos um país do bloco sul-americano e pela União Europeia para entrar em vigor. Ele prevê a eliminação de tarifas para mais de 90% do comércio entre as regiões, abrangendo um mercado de mais de 700 milhões de consumidores.










































