O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as tensões diplomáticas com Cuba neste domingo (11) ao publicar uma série de mensagens em sua rede social, a Truth Social, direcionadas ao governo de Havana. Trump afirmou que o país deixará de receber petróleo e apoio financeiro da Venezuela, que historicamente foi seu principal parceiro energético, e sugeriu que Cuba deve “fazer um acordo com os EUA antes que seja tarde demais”.
Segundo o presidente norte-americano, Cuba teria vivido por anos com “grandes quantidades de petróleo e dinheiro vindos da Venezuela”, em troca de “serviços de segurança” prestados a líderes venezuelanos. Trump declarou que esse apoio chegou ao fim e indicou que os Estados Unidos não pretendem permitir a continuidade desse modelo de cooperação.
Ainda nas publicações, Trump mencionou a recente mudança no cenário político venezuelano e afirmou que os Estados Unidos passam a exercer influência direta na proteção do país vizinho, reforçando o tom de advertência ao governo cubano.
Resposta firme de Havana
Em reação às declarações, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, utilizou as redes sociais para responder de forma contundente. Ele afirmou que “Cuba é uma nação livre, independente e soberana” e que ninguém dirá ao país como deve agir. O líder cubano ressaltou que a ilha não ameaça outras nações, mas que sofre agressões dos Estados Unidos há mais de seis décadas.
Díaz-Canel declarou ainda que Cuba está preparada para defender sua soberania “até a última gota de sangue” e criticou duramente as acusações feitas por Washington. Segundo ele, responsabilizar a revolução cubana pelas dificuldades econômicas do país é ignorar os efeitos de décadas de bloqueio e medidas de asfixia econômica impostas pelos EUA.
O presidente cubano afirmou que os Estados Unidos “não têm moral para apontar o dedo”, acusando o país de transformar tudo em negócio, inclusive vidas humanas, e de reagir com hostilidade à decisão soberana do povo cubano de escolher seu próprio modelo político.
Contexto das tensões
As declarações acontecem em meio a um cenário de forte instabilidade regional, marcado por mudanças recentes na Venezuela e pelo enfraquecimento da histórica aliança energética entre Caracas e Havana. A possível interrupção do fornecimento de petróleo venezuelano tende a agravar a crise econômica enfrentada por Cuba, que já convive com escassez de energia e dificuldades no abastecimento.
Especialistas apontam que o discurso de Trump reforça uma estratégia de pressão política e diplomática sobre governos alinhados ao antigo regime venezuelano, enquanto Cuba sinaliza que manterá sua postura de resistência e defesa da soberania nacional, apesar dos desafios econômicos e geopolíticos.









































