Ministério da Saúde lança AdaptaSUS para enfrentar impactos do El Niño e mudanças climáticas

Plano estratégico apresentado em Brasília define ações federais, estaduais e municipais até 2035 para mitigar riscos à saúde pública decorrentes de eventos climáticos extremos.

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Ministério da Saúde lança AdaptaSUS para enfrentar impactos do El Niño e mudanças climáticas
© Paulo Pinto/Agência Brasil

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O Brasil desenvolveu o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño de 2026 a 2027, integrado ao Plano Setorial de Saúde AdaptaSUS, com estratégias que reúnem medidas voltadas à preparação do setor de saúde diante dos impactos das mudanças climáticas. O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, resultando em alterações nos ventos e nas chuvas em todo o mundo. O plano destaca que os impactos sobre a saúde humana se tornam cada vez mais evidentes, com potencial de aumento de morbidade, mortalidade e ampliação da demanda pelos serviços de atendimento.

O documento foi apresentado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (26), durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, em Brasília. A pasta ressalta que as situações exigem respostas integradas e orientadas pela justiça climática, uma vez que comunidades em situação de vulnerabilidade socioambiental são desproporcionalmente mais afetadas. O AdaptaSUS tem a missão de estabelecer estratégias de adaptação na esfera federal para reduzir os impactos na saúde e definir diretrizes para estados e municípios, organizando a preparação em cinco eixos principais: governança federativa com Sala de Situação de Emergências Climáticas, governança interna, recursos e kits emergenciais de farmácia, atuação da Força Nacional do SUS com bases capazes de deslocar equipes em até 48 horas, e organização de serviços conforme as características de cada bioma.

No médio prazo, o plano estabelece 27 metas e 93 ações até 2035, incluindo iniciativas de segurança hídrica que já resultaram na contratação de 18.800 cisternas pela Fundação Nacional de Saúde em 397 municípios de 7 estados, com aporte de 226.600.000 reais. O monitoramento climático utiliza ferramentas como o Painel Nacional de Excesso de Calor, o VigiAR e o GeoRisk do Cemaden, além de integrar os sistemas oficiais de notificação do governo. Na Amazônia, a preparação considera redes de atendimento para áreas de difícil acesso, como Unidades Básicas de Saúde Fluviais. O fenômeno El Niño está classificado no país como forte e pode atingir o patamar muito forte já em setembro deste ano, com janela crítica entre outubro e março de 2027, provocando seca no Norte e Centro-Oeste, calor no Nordeste, irregularidade climática no Sudeste e chuvas intensas no Sul.

Perguntas frequentes

Qual é o objetivo principal do plano AdaptaSUS apresentado pelo governo?
O plano estabelece estratégias de adaptação na gestão do SUS para reduzir os impactos das mudanças climáticas e do El Niño na saúde pública.

Como a preparação do setor de saúde está estruturada no programa?
A atuação está organizada em 5 eixos, incluindo governança federativa, governança interna, kits emergenciais, Força Nacional do SUS e protocolos específicos por bioma.

Quais são as previsões de impacto do El Niño no Brasil até 2027?
O fenômeno pode atingir nível muito forte, trazendo secas no Norte e Centro-Oeste, calor no Nordeste, clima irregular no Sudeste e temporais no Sul.

Quais ferramentas tecnológicas apoiam o monitoramento do clima na saúde?
O monitoramento conta com o Painel Nacional de Excesso de Calor, o VigiAR, o GeoRisk do Cemaden e os Centros de Informação em Saúde e Clima.

Quantas metas de médio prazo o plano estabelece para o setor de saúde?
O AdaptaSUS define 27 metas e 93 ações a serem implementadas de forma progressiva até o ano de 2035.

 

Com informações de Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

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