Após quase uma década de exibição, My Hero Academia chegou oficialmente ao fim no último sábado, 13 de dezembro, com a conclusão de sua oitava temporada. Embora a obra ainda deva receber um epílogo especial, a grande batalha entre Deku, All Might e seus aliados contra All for One pode ser considerada encerrada, fechando um dos ciclos mais marcantes da história recente dos animes.
O público já havia presenciado o golpe final contra o vilão no episódio anterior, quando All for One, que havia assumido o corpo de Shigaraki, foi derrotado. Com isso, o episódio derradeiro se concentrou menos na ação e mais nas consequências da guerra, dedicando tempo para mostrar como o mundo e seus personagens seguiram após o conflito.
O desfecho confirma que a vitória teve um preço alto para Deku. Para derrotar definitivamente All for One, o protagonista precisou abrir mão do One for All, retornando à condição de garoto sem individualidade que marcou o início da série. Longe de ser tratado como uma tragédia, o sacrifício reforça a principal mensagem da obra: o que torna alguém um herói não são seus poderes, mas suas escolhas.
Desde o começo, All Might já havia percebido que a verdadeira força de Deku estava em sua disposição incondicional de ajudar os outros, mesmo quando isso significava se colocar em risco. O final da série fecha esse ciclo ao mostrar que foi justamente essa empatia que levou à derrota de Shigaraki — não pela força bruta, mas pela capacidade de ouvir e compreender Tenko Shimura, a criança ferida por trás do vilão.
A narrativa não absolve os crimes cometidos, mas deixa claro que o mal nasce, muitas vezes, da negligência, do abandono e da dor ignorada. Ao humanizar o antagonista sem romantizar seus atos, My Hero Academia reforça uma reflexão madura sobre responsabilidade coletiva e falhas sociais.
All Might também recebe um encerramento digno. Após anos carregando o peso do mundo sobre os ombros, lutando mesmo depois de perder seus poderes e parte do próprio corpo, o símbolo da paz finalmente encontra serenidade. O sorriso que encerra sua trajetória simboliza a certeza de que confiar em Deku foi a decisão mais acertada de sua vida.
O mundo apresentado no epílogo da série surge transformado. A sociedade passa a valorizar menos rankings e espetáculos, enquanto os heróis assumem posturas mais responsáveis e humanas. Bakugo se torna um profissional sem a obsessão de provar superioridade, Todoroki direciona seus esforços à prevenção de tragédias, e Ochaco dedica-se ao cuidado emocional das pessoas afetadas pela guerra.
No encerramento, Deku assume um papel simbólico e coerente com tudo o que acreditou desde o início. Ele se torna professor da U.A., dedicando-se a orientar jovens inseguros e cheios de dúvidas, assim como ele foi um dia. Sem individualidade, mas com propósito, o protagonista personifica a ideia central da obra: qualquer pessoa pode ser um herói.
Com isso, My Hero Academia se despede deixando um legado que vai além das batalhas épicas, encerrando sua história com uma mensagem clara sobre empatia, sacrifício e humanidade.
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