Brasil cria 767 mil empregos formais em 2026

Dados do Caged mostram saldo positivo de 767 mil vagas com carteira assinada entre janeiro e maio; setor de serviços lidera geração de empregos.

Fonte: Francisco Rodrigo

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Brasil cria 767 mil empregos formais em 2026
© Fernando Frazão/Agência Brasil

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O Brasil criou 767.326 empregos com carteira assinada entre janeiro e maio de 2026, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os dados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), mostram saldo positivo em todas as unidades da Federação no acumulado do ano, com destaque para os setores de serviços, construção civil e agropecuária.

O mercado de trabalho brasileiro manteve ritmo positivo nos primeiros cinco meses de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego revelam que o país criou 767.326 vagas formais entre janeiro e maio.

As informações fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), principal indicador do emprego com carteira assinada no Brasil.

Somente em maio, foram abertas 72.260 novas vagas, resultado de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos registrados no período.

Segundo o governo federal, todas as unidades da Federação apresentaram saldo positivo no acumulado do ano, reforçando a recuperação do mercado formal de trabalho.

Serviços lideram geração de vagas

O setor de serviços voltou a ser o principal responsável pela criação de empregos formais em maio.

Os saldos por atividade ficaram assim:

Serviços: 45.655 vagas;
Construção civil: 12.096 vagas;
Agropecuária: 10.205 vagas;
Indústria: 4.974 vagas;
Comércio: 40 vagas.

O desempenho confirma a tendência observada nos últimos meses, com os serviços sustentando a maior parte das novas contratações no país.

Saúde, transporte e serviços administrativos impulsionam crescimento

Dentro do setor de serviços, três segmentos concentraram a maior parte das novas oportunidades:

Saúde Humana e Serviços Sociais: 14.478 vagas;
Atividades Administrativas e Serviços Complementares: 11.413 vagas;
Transporte, Armazenagem e Correios: 6.227 vagas.

Segundo o Ministério do Trabalho, esses setores continuam apresentando forte demanda por mão de obra em diversas regiões do país.

Agropecuária mantém ritmo positivo

Na agropecuária, o avanço foi impulsionado principalmente pelas culturas agrícolas em período de colheita.

Os maiores destaques foram:

café: 17.674 vagas;
laranja: 2.458 vagas;
cana-de-açúcar: 828 vagas.

A atividade agrícola continua sendo uma das principais responsáveis pela geração de empregos em diversas regiões brasileiras.

Construção civil amplia contratações

O setor da construção registrou saldo positivo de 12.096 empregos em maio.

Grande parte das novas vagas foi criada nas obras de infraestrutura, responsáveis por 8.916 contratações líquidas, refletindo o avanço de investimentos públicos e privados em diferentes estados.

Indústria cresce com produção automotiva

Na indústria, os principais segmentos responsáveis pelas contratações foram:

fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias;
produção de derivados de petróleo e biocombustíveis;
fabricação de alimentos.

O setor industrial encerrou maio com saldo positivo de 4.974 vagas.

Salário médio supera R$ 2,3 mil

O salário médio real dos trabalhadores admitidos em maio foi de R$ 2.384,10.

O valor representa:

queda de 0,75% em relação a abril;
aumento de 1,5% na comparação com maio de 2025.

Segundo o MTE, apesar da leve redução mensal, o rendimento médio mantém trajetória positiva na comparação anual.

Estados com melhor desempenho

Entre as unidades da Federação, os maiores saldos de empregos em maio foram registrados em:

São Paulo: 18.224 vagas;
Espírito Santo: 9.532 vagas;
Rio de Janeiro: 9.195 vagas.

Cinco estados apresentaram saldo negativo no mês:

Rio Grande do Sul;
Goiás;
Tocantins;
Santa Catarina;
Alagoas.

De acordo com o Ministério do Trabalho, fatores sazonais ligados ao agronegócio influenciaram parte desse desempenho, especialmente no Rio Grande do Sul.

Bolsa Família não reduziu contratações

Durante a divulgação dos dados, o ministro do Trabalho e Emprego, Rogério Marinho, destacou que os números desmentem a ideia de que beneficiários do Bolsa Família evitariam empregos formais para não perder o benefício.

Segundo ele, entre janeiro e abril:

1.451.616 beneficiários do programa foram contratados;
1.030.000 deixaram empregos formais;
saldo positivo de aproximadamente 421 mil trabalhadores.

O governo afirma que os dados demonstram compatibilidade entre programas de transferência de renda e geração de empregos formais.

FAQ

Quantos empregos formais foram criados em 2026?

O Brasil criou 767.326 vagas com carteira assinada entre janeiro e maio de 2026.

Quantas vagas foram abertas apenas em maio?

Foram criados 72.260 novos postos de trabalho formal.

Qual setor mais contratou?

O setor de serviços liderou a geração de empregos, com saldo de 45.655 vagas em maio.

Qual foi o salário médio dos admitidos?

O salário médio real foi de R$ 2.384,10.

Beneficiários do Bolsa Família continuam sendo contratados?

Sim. Segundo o Ministério do Trabalho, o programa registrou saldo positivo de aproximadamente 421 mil empregos formais entre seus beneficiários.

 

Com informações de Gilberto Costa – Repórter da Agência Brasil

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