Faculdades de medicina de Rondônia ficam com as piores notas do país em avaliação do Enamed

Apenas a Universidade Federal de Rondônia obteve nota considerada alta, enquanto outras cinco unidades de ensino no estado ficaram com conceitos insuficientes e podem sofrer sanções do Ministério da Educação.

Fonte: News Rondônia - 20

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Faculdades de medicina de Rondônia ficam com as piores notas do país em avaliação do Enamed
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O resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgado na segunda-feira, 19, revelou um cenário crítico para o ensino de medicina em Rondônia. Das seis instituições avaliadas no estado, quatro apresentaram desempenho abaixo do esperado, situando-se em faixas que podem resultar em punições administrativas severas pelo Ministério da Educação (MEC).

De acordo com os dados oficiais, a única instituição rondoniense a alcançar um desempenho positivo foi a Fundação Universidade Federal de Rondônia (Unir), em Porto Velho, que obteve conceito 4. O Centro Universitário Maurício de Nassau de Cacoal atingiu a nota 3, considerada o patamar mínimo de regularidade.

Por outro lado, o levantamento aponta que a maioria das faculdades privadas do estado não atingiu o nível de proficiência exigido:

Faculdade Metropolitana (Porto Velho): registrou o conceito 1, o nível mais baixo da escala.

Centro Universitário Aparício Carvalho (Porto Velho): obteve conceito 2.

Afya Centro Universitário de Porto Velho: obteve conceito 2.

Faculdade Uninassau Vilhena: obteve conceito 2.

As instituições que receberam conceitos 1 e 2 são consideradas insatisfatórias pelo Inep e estão sujeitas a medidas cautelares. Para a Faculdade Metropolitana, que obteve a nota mínima, a penalidade prevista pode chegar à suspensão total do ingresso de novos estudantes. Já as unidades com nota 2 podem enfrentar a redução imediata do número de vagas oferecidas.

Além do corte de vagas, as instituições mal avaliadas ficam impedidas de participar de programas federais de fomento, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O MEC informou que o objetivo das sanções é garantir a qualidade da formação dos futuros médicos que atenderão a população.

As faculdades terão um prazo de 30 dias para apresentar defesa técnica ao Ministério da Educação antes que as restrições entrem em vigor. Em âmbito nacional, o Enamed avaliou 351 cursos, dos quais cerca de 30 por cento apresentaram resultados preocupantes, evidenciando uma crise na formação médica que atinge diversas regiões do país.

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