Centrais sindicais apresentam propostas contra tarifaço dos EUA

Documento entregue ao governo federal defende proteção aos empregos, incentivo à produção nacional e ampliação de investimentos para reduzir impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos.

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Centrais sindicais apresentam propostas contra tarifaço dos EUA
foto - Erich Sacco/ Adobe Stock

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As principais centrais sindicais do Brasil entregaram ao governo federal um conjunto de propostas para enfrentar os impactos econômicos do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O documento foi apresentado nesta sexta-feira (31) ao ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços em exercício, Márcio Elias Rosa.

As entidades defendem medidas voltadas à proteção do emprego, fortalecimento da indústria nacional, ampliação dos investimentos públicos e adoção de políticas que reduzam os efeitos da guerra comercial sobre a economia brasileira.

Centrais defendem proteção aos empregos

Entre as propostas apresentadas está a exigência de manutenção dos postos de trabalho para que empresas possam acessar programas de apoio ou socorro financeiro do governo.

As entidades também sugerem ampliar o estímulo à produção nacional por meio de compras públicas, fortalecer políticas de conteúdo local e incentivar a abertura de novos mercados para os produtos brasileiros afetados pelas tarifas norte-americanas.

Segundo o documento, o país precisa adotar mecanismos capazes de reduzir os impactos provocados pela instabilidade do comércio internacional.

“Diante do agravamento da guerra comercial desencadeada pelas novas medidas protecionistas do governo dos EUA, as centrais sindicais expressam preocupação com os múltiplos impactos sobre a economia nacional, os empregos e a soberania produtiva e política do Brasil.”

Investimentos e fortalecimento do BNDES

Outro ponto defendido pelas centrais é a ampliação dos investimentos públicos em infraestrutura social e produtiva.

O documento cita áreas como transporte, energia, habitação, saúde e educação como estratégicas para estimular a atividade econômica e fortalecer o mercado interno.

As entidades também defendem maior atuação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no financiamento de projetos capazes de ampliar a competitividade da indústria brasileira.

Além disso, o texto propõe revisão da Lei de Patentes para combater abusos relacionados à propriedade intelectual e fortalecer a capacidade produtiva nacional.

Mercosul e novos mercados estão entre as propostas

As centrais sindicais também defendem o fortalecimento do Mercosul como instrumento de integração econômica e desenvolvimento regional.

Outra sugestão é criar fundos de compensação e programas de transição voltados aos trabalhadores afetados pelas mudanças no comércio internacional.

O documento ainda destaca a importância do fortalecimento da organização sindical e da negociação coletiva nos setores impactados pelas novas tarifas.

A iniciativa foi assinada pela CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST.

Governo brasileiro questiona tarifas na OMC

Além das medidas discutidas internamente, o governo brasileiro também adotou ações no cenário internacional.

Na última segunda-feira (27), o Brasil apresentou à Organização Mundial do Comércio (OMC) um pedido formal de consultas contra as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

No documento, o governo brasileiro argumenta que as medidas adotadas pelos EUA são incompatíveis com as regras do Acordo Geral de Tarifas e Comércio (GATT 1994), base das normas comerciais da OMC.

O pedido de consultas representa a primeira etapa do mecanismo de solução de controvérsias da organização, em que os países tentam negociar antes da possível instalação de um painel internacional para analisar o caso.

Perguntas frequentes

O que as centrais sindicais propõem?

As entidades defendem proteção aos empregos, fortalecimento da produção nacional, ampliação dos investimentos públicos, apoio do BNDES e abertura de novos mercados para produtos brasileiros.

Por que os Estados Unidos aplicaram tarifas ao Brasil?

As novas tarifas fazem parte de medidas comerciais adotadas pelo governo norte-americano, que atingiram diversos produtos brasileiros e intensificaram as tensões comerciais entre os dois países.

O que o Brasil fez na OMC?

O governo brasileiro apresentou um pedido de consultas à Organização Mundial do Comércio, alegando que as tarifas impostas pelos Estados Unidos são incompatíveis com as regras do comércio internacional.

Com informações de Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil.

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