Brasil registra 9 milhões de indícios de fraudes financeiras

Crescimento de 10% no primeiro semestre de 2026 reflete maior eficácia no monitoramento do sistema financeiro após novas normas do Banco Central.

Fonte: Francisco Rodrigo

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Brasil registra 9 milhões de indícios de fraudes financeiras
© Joédson Alves/Agência Brasil

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O número de indícios de fraudes financeiras no Brasil atingiu a marca de 9 milhões de ocorrências no primeiro semestre de 2026, um aumento de 10,26% em comparação ao segundo semestre de 2025. O dado, divulgado pela datatech Quod, aponta que o crescimento reflete, em grande parte, o fortalecimento dos mecanismos de detecção das instituições financeiras, impulsionado pela Resolução 501 do Banco Central, que ampliou o compartilhamento de informações entre bancos para o combate a golpes.

Canais e modalidades de ataques

O ambiente digital permanece como o principal alvo dos criminosos. Segundo o estudo, 78% das fraudes foram realizadas por meio de aparelhos celulares, enquanto 94% dos casos envolveram contas correntes. O Pix continua sendo a ferramenta preferida para a movimentação de recursos ilícitos, estando presente em 85% das ocorrências. A engenharia social, técnica que utiliza a manipulação psicológica das vítimas, permanece como a estratégia mais comum, responsável por 40% dos registros, totalizando 3,6 milhões de tentativas de golpes.

Perfil das vítimas e reincidência

O levantamento destaca que os jovens são os mais afetados, com pessoas entre 18 e 34 anos representando quase metade das vítimas (49%). Do total de 3,1 milhões de pessoas que sofreram golpes no período, cerca de 799 mil foram atingidas duas ou mais vezes, evidenciando um elevado índice de reincidência. A maior parte das vítimas (58%) possui renda de até dois salários mínimos. Para a Quod, o aumento nos números não significa apenas uma alta na criminalidade, mas sim que o sistema financeiro está detectando tentativas de golpes que anteriormente permaneciam subnotificadas.

Orientações de segurança

Especialistas recomendam atenção redobrada em operações feitas via celular, especialmente durante o horário de trabalho. A orientação é evitar clicar em links suspeitos recebidos por mensagens e nunca emprestar a conta bancária para transações de terceiros, prática que pode transformar o correntista em um elo da rede de contas laranjas. A base colaborativa Rufra, utilizada para o levantamento, segue como ferramenta central para identificar padrões de comportamento de fraudadores e bloquear preventivamente operações suspeitas em todo o país.

Perguntas frequentes

Por que o número de fraudes aumentou no país?

O crescimento de 10,26% deve-se, principalmente, ao amadurecimento das defesas do mercado e ao compartilhamento de dados via Resolução 501 do Banco Central.

Quais são os principais meios utilizados pelos criminosos?

O celular (78%), o Pix (85%) e a engenharia social (40%) são as ferramentas e estratégias mais frequentes nos golpes.

Quem é o perfil mais vulnerável a golpes financeiros?

Jovens de 18 a 34 anos são os principais alvos, representando quase 50% dos registros de fraudes financeiras.

Qual é a recomendação para evitar ser vítima?

Evitar decisões financeiras apressadas, não clicar em links desconhecidos e não ceder a conta bancária para terceiros são as principais dicas de prevenção.

 

Com informações de Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

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