Indústria brasileira reage a novas tarifas de 25% impostas pelos EUA

Entidades apontam perda de competitividade após decisão de Donald Trump; exportadores buscam reverter medidas que entram em vigor no dia 22.

Fonte: Francisco Rodrigo

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Indústria brasileira reage a novas tarifas de 25% impostas pelos EUA
© Iano Andrade / CNI

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O anúncio de uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, feito pelo governo dos Estados Unidos na madrugada desta quinta-feira (16), desencadeou forte reação entre as principais entidades industriais do Brasil. A medida, que deve entrar em vigor a partir de 22 de julho, gerou preocupação imediata sobre os impactos negativos na balança comercial e na competitividade da indústria nacional diante do mercado internacional.

Preocupação setorial

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) classificou a decisão como unilateral e prejudicial, destacando que a medida reduz a capacidade do Brasil de competir com outros mercados globais. Em nota, a entidade reafirmou que buscará, por meio da diplomacia empresarial, alternativas para reverter o cenário ou ampliar a lista de produtos isentos de tributação.

Impacto na manufatura

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também expressou apreensão, sublinhando que os Estados Unidos são parceiros estratégicos, especialmente para o setor manufatureiro brasileiro. A entidade mineira defendeu que, neste momento, a serenidade e a cooperação internacional seriam essenciais para evitar prejuízos a longo prazo nas relações comerciais entre os dois países.

Alerta da CNI

Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústrias (CNI), reforçou que o cenário já era desafiador antes do anúncio, mencionando que 20 dos 27 estados brasileiros reduziram exportações aos Estados Unidos apenas no primeiro trimestre. Segundo o presidente da CNI, a nova taxação tende a agravar o quadro, corroendo a competitividade da indústria brasileira e exigindo esforços urgentes para retomar a normalidade nas relações com o governo norte-americano.

Regras do tarifaço

A sobretaxa de 25% incidirá sobre produtos brasileiros, excetuando itens fundamentais para o mercado americano. Mais de 2 mil produtos permanecem isentos por serem vitais para o consumo interno dos Estados Unidos e possuírem baixa escala de produção local. Entre as exceções estão o café, o suco de laranja, a carne bovina e aeronaves. O governo brasileiro mantém posição crítica sobre a medida e busca caminhos diplomáticos e jurídicos para contestá-la.

Perguntas frequentes

Qual a reação das entidades industriais brasileiras às novas tarifas?

Fiesp, Fiemg e CNI manifestaram profunda preocupação, classificando a medida como prejudicial e um risco à competitividade nacional.

Quando a nova taxação entra em vigor?

A sobretaxa de 25% determinada pelo governo dos Estados Unidos passa a valer a partir do dia 22 de julho.

Quais produtos brasileiros ficaram de fora da lista de taxação?

Produtos estratégicos como café, suco de laranja, carne bovina e aeronaves seguem isentos devido à alta demanda e baixa produção interna nos EUA.

Qual o argumento da CNI sobre as exportações atuais?

A CNI destacou que 20 estados brasileiros já haviam registrado queda nas exportações aos EUA antes mesmo deste novo anúncio.

 

Com informações de Agência Brasil

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