Os preços das frutas no atacado registraram queda no último mês, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O boletim do Prohort aponta redução nas cotações de itens como banana, maçã, mamão e melancia, refletindo mudanças na oferta nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país.
A banana liderou a queda, com recuo de 11,16%. Mesmo com o aumento da demanda pela volta às aulas, a maior oferta no fim do período — especialmente das variedades nanica e prata — ajudou a segurar os preços.
A maçã também apresentou forte redução, de 10,32%, influenciada pelo início da colheita da variedade gala e pela continuidade da safra em estados produtores. Já o mamão caiu 7,52%, com maior oferta do tipo formosa compensando perdas na produção do papaya, afetada pelas chuvas.
No caso da melancia, a queda foi mais leve, de 3,72%, com melhora na qualidade dos frutos disponíveis. A laranja manteve estabilidade, com leve recuo de 0,06%, mesmo com redução no consumo em regiões do Sudeste.
Entre as hortaliças, a cebola teve queda de 5,52%, impactada pela qualidade e aumento da oferta. A cenoura também ficou mais barata, com recuo de 1,23%, após sucessivas altas nos meses anteriores.
Por outro lado, alguns produtos ficaram mais caros. A batata subiu 11,72%, influenciada pela redução da oferta e pelas chuvas. O tomate teve alta de 5,20%, refletindo o fim do pico de safra, enquanto a alface avançou 2,02%, também impactada pelas condições climáticas.
Clima influencia diretamente os preços
As variações mostram que o clima segue como fator decisivo para o mercado hortigranjeiro. Chuvas frequentes prejudicam a colheita, afetam a qualidade dos alimentos e alteram a oferta, pressionando preços para cima ou para baixo.
Além do mercado interno, o setor também avançou nas exportações. O volume enviado ao exterior chegou a 218 mil toneladas, com crescimento de 1%, enquanto o faturamento atingiu US$ 237,7 milhões, alta de 4,4%.
Outro destaque do boletim é a cadeia do frio, tecnologia que melhora a conservação dos alimentos, reduz perdas e aumenta a segurança alimentar — fator cada vez mais importante para produtores, comerciantes e consumidores.



































