A Caixa Econômica Federal encerrou o ano de 2025 com um lucro líquido recorrente recorde de R$ 15,5 bilhões, representando um crescimento de 10,4% em relação ao exercício anterior. Os dados, divulgados na noite desta quarta-feira (4), mostram que o lucro líquido contábil foi ainda maior, atingindo R$ 16,1 bilhões, com salto de 18,7%. O desempenho sólido foi sustentado pela expansão da carteira de crédito, que alcançou R$ 1,378 trilhão.
Apesar do resultado anual positivo, o quarto trimestre de 2025 apresentou uma desaceleração, com lucro recorrente de R$ 2,77 bilhões. O valor é 39,6% inferior ao registrado no mesmo período de 2024. A queda trimestral reflete, em parte, o aumento das provisões para devedores duvidosos, acompanhando a oscilação nos índices de atrasos em determinados setores da economia.
Crédito imobiliário e comercial em destaque
O financiamento imobiliário segue como o principal motor do banco público, com crescimento de 13% no ano. Outros destaques foram o crédito comercial para pessoas jurídicas (14,2%) e para pessoas físicas (13,4%). Em contrapartida, as operações voltadas para saneamento, infraestrutura e agronegócio apresentaram estabilidade, com avanços tímidos de 1% e 0,6%, respectivamente.
Um dado que chamou a atenção dos analistas foi o aumento na taxa de inadimplência acima de 90 dias, que subiu para 3,07%. Enquanto no setor imobiliário o índice permaneceu baixo e saudável (1,18%), os atrasos dispararam no segmento de empresas (12,13%) e no agronegócio, onde a inadimplência atingiu 14,09%. Para pessoas físicas, o índice de calotes fixou-se em 6,02%.
A instituição financeira informou que continuará focada na habitação popular e no saneamento, mas deve reforçar as políticas de análise de risco para conter a escalada da inadimplência nos setores comerciais e agrícolas ao longo de 2026. O balanço reforça o papel da Caixa como principal agente de fomento imobiliário no país, mesmo diante de um cenário de crédito mais restritivo para empresas.











































