O Banco Central (BC) divulgou, na noite desta sexta-feira, 20, o primeiro balanço oficial do BC Protege+, revelando que o sistema impediu 255,7 mil tentativas de abertura de contas fraudulentas em apenas três meses. Desde o lançamento, em dezembro, cerca de 1 milhão de cidadãos ativaram a ferramenta, resultando em mais de 70,9 milhões de consultas realizadas por instituições financeiras para validar novos clientes.
O serviço funciona como um “bloqueio preventivo” gratuito. Ao ativar o BC Protege+, o cidadão informa ao sistema financeiro que não tem interesse em abrir novas contas-correntes, poupanças ou contas de pagamento. A partir disso, os bancos são obrigados a consultar essa base antes de finalizar qualquer contrato em nome do CPF ou CNPJ cadastrado.
A ativação é simples e exige que o usuário possua uma conta gov.br de nível prata ou ouro, com a verificação em duas etapas habilitada. O processo é feito diretamente na área logada do “Meu BC”. Para empresas, colaboradores registrados também podem solicitar a proteção em nome da organização, dificultando a criação de contas laranjas por golpistas.
Caso o usuário precise abrir uma conta legítima, ele deve acessar o sistema e desativar a proteção temporariamente. O Banco Central introduziu uma funcionalidade de segurança adicional que permite programar uma data para que a proteção seja reativada automaticamente, evitando que o cidadão esqueça o sistema aberto e vulnerável após concluir o procedimento bancário.
O BC Protege+ é considerado uma das principais armas do governo contra crimes de engenharia social e roubo de dados, oferecendo uma camada extra de controle sobre a vida financeira do brasileiro. A gratuidade e a facilidade de uso têm sido apontadas por especialistas como fatores determinantes para a rápida adesão da população ao serviço.










































