Celebrado em 19 de janeiro, o Dia Nacional do Profissional da Beleza chama atenção para uma categoria que vai além da estética e da vaidade e que tem ampliado sua presença no empreendedorismo em Rondônia. O segmento reúne profissionais como cabeleireiros, barbeiros, esteticistas, maquiadores, manicures e pedicuras, que vêm transformando técnica e talento em negócios cada vez mais estruturados.
Um levantamento do Sebrae aponta que, somente em 2025, cerca de 236 mil novos negócios foram abertos no setor de beleza no Brasil — média de 27 empreendimentos por hora — representando crescimento superior a 18% em relação ao ano anterior. Em Rondônia, o movimento acompanha a tendência nacional, com aumento da formalização e maior busca por gestão, planejamento e visão de mercado.
Sebrae atua com capacitação, consultorias e apoio à formalização
Com mais profissionais optando por empreender, o Sebrae em Rondônia tem atuado como parceiro estratégico do segmento, oferecendo orientações, capacitações, consultorias e acesso a informações voltadas a fortalecer os pequenos negócios.
Entre as iniciativas citadas estão ações para apoiar desde a formalização e a gestão até conexões com tendências nacionais e internacionais, por meio de missões empresariais, participação em feiras especializadas e capacitações técnicas e gerenciais.
Da infância ao MEI: a trajetória de Raquel e a profissionalização
A empreendedora Raquel de Sousa Bernardo, designer de unhas em Porto Velho, é um exemplo desse cenário. Segundo ela, o primeiro contato com a área veio ainda na infância, quando fazia as unhas da avó. Com o tempo, passou a atender pessoas próximas e, já adulta, decidiu transformar a atividade em profissão — incluindo o investimento gradual em equipamentos e cursos para atuar com alongamento de unhas.
A virada, de acordo com Raquel, foi o convite para trabalhar em um salão, onde atua há três anos. Ela destaca que a formalização como MEI ajudou a enxergar o trabalho como um negócio: “Hoje eu vejo que tenho um negócio sério. Pago o MEI, tenho contrato com o salão onde trabalho e também segurança em caso de doença”, afirmou.
Sempre atenta às tendências, Raquel diz que investe em cursos e materiais, especialmente em nail art, área com menor oferta no estado. Para ela, acompanhar novas técnicas e produtos é estratégia para melhorar qualidade, reduzir tempo de atendimento e elevar a satisfação das clientes.
Setor gera renda, autonomia e impacto social
Além de movimentar a economia, o setor de beleza é apontado como gerador de emprego e renda, com impacto social ao ampliar a autonomia financeira e valorizar a profissionalização. A data comemorativa, segundo o Sebrae, reforça o reconhecimento desses empreendedores e a importância de apoiar quem escolheu empreender com criatividade, técnica e visão de futuro.









































