A nova tabela do Imposto de Renda 2026 entrou em vigor no início do ano e trouxe mudanças relevantes para trabalhadores, aposentados e servidores públicos. A principal alteração é a isenção total do imposto para quem recebe até R$ 5 mil por mês, além de uma redução gradual da carga tributária para rendas de até R$ 7.350. Os efeitos práticos começam a ser sentidos nos salários pagos a partir de fevereiro.
A atualização faz parte da reforma do Imposto de Renda e não altera a tabela tradicional de alíquotas. O diferencial está na criação de redutores adicionais, aplicados de forma simultânea, que reduzem ou zeram o imposto devido para faixas intermediárias de renda.
Quem fica isento do Imposto de Renda 2026
Com as novas regras do Imposto de Renda 2026, ficam totalmente isentos os contribuintes com renda mensal total de até R$ 5 mil, incluindo trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas. No entanto, quem possui mais de uma fonte de renda deverá verificar a soma dos valores, pois a isenção não se aplica automaticamente na declaração anual.
Redução parcial para rendas até R$ 7.350
Para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, a reforma instituiu um desconto progressivo. Quanto mais próxima a renda estiver do limite de isenção, maior será a redução do imposto. Acima de R$ 7.350, não há benefício adicional. Essa lógica também vale para o pagamento do 13º salário.
Como ficam as faixas mensais do IR
A tabela mensal do Imposto de Renda 2026 mantém as mesmas alíquotas nominais de anos anteriores, variando de 7,5% a 27,5%. O que muda é o valor efetivamente pago, reduzido pelos novos mecanismos de dedução criados pela Receita Federal.
Impacto na declaração anual
As mudanças não se limitam ao desconto mensal. Na apuração anual, passam a valer a isenção para rendimentos de até R$ 60 mil em 2026 e a redução gradual para valores de até R$ 88,2 mil. Esses ajustes serão percebidos apenas na Declaração do Imposto de Renda de 2027, que considera os rendimentos do ano-base 2026.
Imposto mínimo para alta renda
Para compensar a perda de arrecadação, o governo criou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM). A medida atinge contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil e estabelece uma alíquota mínima efetiva que pode chegar a 10% para quem recebe acima de R$ 1,2 milhão por ano. A estimativa oficial é que cerca de 141 mil pessoas sejam afetadas.
Nesse cálculo entram salários, lucros, dividendos e rendimentos financeiros tributáveis. Ficam de fora aplicações incentivadas, heranças, doações e indenizações específicas, mantendo um recorte focado na alta renda.
Tributação de dividendos entra em vigor
Outra mudança relevante no Imposto de Renda 2026 é a tributação de dividendos. Passa a haver retenção de 10% na fonte quando os valores ultrapassarem R$ 50 mil por mês pagos por uma única empresa à pessoa física. A maioria dos investidores não será impactada, já que a medida atinge principalmente grandes acionistas e empresários.
Especialistas alertam, porém, para possíveis disputas judiciais envolvendo dividendos referentes a lucros anteriores, especialmente quando aprovados antes do fim de 2025.
Deduções permanecem inalteradas
Apesar das mudanças estruturais, seguem valendo as principais deduções legais, como gastos com dependentes, educação e o desconto simplificado, tanto na apuração mensal quanto na declaração anual.
Segundo o governo federal, cerca de 16 milhões de contribuintes devem ser beneficiados pelas novas regras do Imposto de Renda 2026. O custo estimado da medida é de R$ 31,2 bilhões, compensado pela tributação mínima da alta renda e pela cobrança sobre dividendos elevados.











































