No Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado nesta quarta-feira (11), o Governo de Rondônia destaca políticas públicas que ampliam a participação feminina na ciência. Através da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa (Fapero), o estado fomenta projetos que unem inovação e sustentabilidade.
A iniciativa busca equilibrar a representatividade de gênero em áreas estratégicas como tecnologia, engenharia e matemática. Na Amazônia, a atuação de mulheres cientistas é fundamental para catalogar a biodiversidade e desenvolver soluções em saúde pública voltadas às populações locais.
Legado histórico e pioneirismo feminino
O fortalecimento da ciência atual em Rondônia fundamenta-se no legado de pioneiras. Emilie Snethlage, naturalista alemã, foi a primeira mulher a ocupar um cargo público científico no Brasil, realizando estudos cruciais sobre a avifauna do rio Madeira até 1929.
Outro nome central é a professora Yêda Pinheiro Borzacov. Doutora honoris causa pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR), ela dedicou décadas à preservação da memória histórica e cultural, consolidando a identidade rondoniense através da pesquisa acadêmica rigorosa.
Destaques e premiações em pesquisa
O reconhecimento do talento atual ocorre via premiações de fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). Diversas pesquisadoras têm alcançado posições de destaque em áreas críticas para o bioma amazônico:
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Dra. Juliana Pavan Zuliani (Fiocruz RO): 1º lugar na categoria Pesquisador Destaque em 2025.
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Dra. Carolina Rodrigues da Costa Doria (UNIR): Premiada por estudos em ictiologia e gestão de recursos pesqueiros.
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Dra. Najla Benevides Matos (Fiocruz RO): Referência em Saúde Pública e microbiologia na Amazônia.
Desafios e equidade de gênero
Instituído pela ONU em 2015, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência visa enfrentar as desigualdades estruturais. O Governo de RO reforça que o apoio financeiro e institucional é o caminho para que mais meninas ingressem na carreira científica.
“A presença feminina na pesquisa é essencial para a compreensão das dinâmicas socioambientais”, afirma o governo estadual. O incentivo contínuo garante que novas gerações de cientistas encontrem suporte para transformar Rondônia em um polo de inovação tecnológica.






































