ENGODO
Existe algo profundamente revoltante em pagar por um serviço e simplesmente não conseguir reclamar quando ele não é entregue.
ENGODO 2
No caso da Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, isso deixou de ser exceção e virou método.
ENGODO 3
O que deveria ser uma relação comercial minimamente respeitosa transformou-se em um modelo onde o cliente paga, a plataforma falha e, quando o problema aparece, ninguém atende. Literalmente ninguém.
PROMESSA
A Meta vende soluções de alcance, visibilidade e crescimento. Convence empreendedores, empresas e até pequenos comerciantes de que investir em anúncios e impulsionamentos é praticamente uma necessidade para sobreviver no mercado digital.
TENTAÇÃO
O discurso é sedutor. A execução, nem sempre. E quando dá errado, o cliente descobre que comprou não apenas publicidade, mas também um bilhete para um labirinto burocrático controlado por robôs.
ARTIFICIAL
O suporte da empresa se resume, na maioria das vezes, a respostas automáticas, formulários genéricos e inteligências artificiais treinadas para repetir frases educadas, porém inúteis.
EVASIVO
É como reclamar com uma parede que responde com emojis corporativos. Não há análise individual do problema, não há responsabilização e, principalmente, não há solução.
CONTROLE
O mais grave é que a Meta não vende um produto qualquer. Ela controla plataformas que se tornaram praticamente obrigatórias para quem depende de visibilidade digital.
INVESTIMENTO
Pequenos empresários, profissionais liberais e criadores de conteúdo colocam dinheiro real nessas ferramentas esperando retorno.
DANO
Quando anúncios simplesmente não rodam, contas são bloqueadas sem explicação ou cobranças são feitas sem a entrega prometida, o prejuízo é imediato.
DANO 2
E o cliente descobre, da pior forma possível, que está sozinho. Aparentemente não há a quem recorrer.
OBSERVAÇÃO
O modelo de atendimento adotado pela gigante da tecnologia revela algo ainda mais preocupante.
OBSERVAÇÃO 2
A institucionalização da ausência de responsabilidade. Ao eliminar o contato humano, a empresa cria uma blindagem quase perfeita contra reclamações.
SEM RUMO
O consumidor não consegue discutir, argumentar ou sequer ser ouvido por alguém que tenha poder real de decisão.
VÁCUO
Fica preso a ciclos automáticos de respostas padronizadas que mais parecem desenhadas para cansar o usuário até que ele desista.
CONTRADITÓRIO
É um retrato cruel da nova lógica das big techs. Empresas que nasceram com o discurso de conectar pessoas hoje dificultam ao máximo o contato com seus próprios clientes.
PROMESSAS
Vendem proximidade, mas praticam distância. Prometem eficiência, mas entregam frustração.
DIREITO
Pregam inovação, mas retrocedem no básico: respeito ao consumidor.
REALIDADE
A ironia é brutal. Nunca foi tão fácil anunciar, impulsionar e gastar dinheiro dentro dessas plataformas.
ENTRAVE
Ao mesmo tempo, nunca foi tão difícil reclamar, contestar ou exigir o cumprimento do que foi contratado.
SÓ VANTAGEM
A facilidade existe apenas para receber pagamentos. Para resolver problemas, o caminho é tortuoso, confuso e, muitas vezes, inútil.
FORÇA
Essa postura também escancara uma relação de poder extremamente desigual. A Meta sabe que muitos usuários não têm alternativa real.
FORÇA 2
Quem depende das redes sociais para trabalhar acaba refém de um sistema onde as regras são impostas unilateralmente e a contestação praticamente não existe.
ARBITRARIEDADE
É o tipo de relação comercial que flerta perigosamente com o abuso. Não se trata de demonizar a tecnologia ou negar os avanços proporcionados pelas plataformas digitais.
ESCOLHA
O problema está na escolha consciente de substituir atendimento por barreiras automatizadas.
LIMITADA
Inteligência artificial pode agilizar processos, mas não pode servir como escudo para evitar responsabilidades financeiras e contratuais.
ENTENDIMENTO
No fim das contas, o suporte da Meta parece funcionar com uma lógica simples e extremamente conveniente: enquanto está pagando, o cliente é bem-vindo. Quando precisa de ajuda, vira estatística.
ATENÇÃO
E talvez esse seja o maior alerta para consumidores e autoridades reguladoras.
ATENÇÃO 2
Empresas que concentram tanto poder sobre comunicação, publicidade e negócios não podem operar como fortalezas inalcançáveis.
ATENÇÃO 3
Tecnologia sem responsabilidade não é avanço — é apenas um monopólio travestido de modernidade.
FRASE
Atendimento que só funciona até o pagamento não é serviço, é armadilha comercial.





































