A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, nesta sexta-feira (20), o novo boletim InfoGripe, que sinaliza um aumento preocupante na circulação do vírus Influenza A em território nacional. O avanço do vírus tem impulsionado o crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso, Pará e Rondônia. No Sudeste, o Rio de Janeiro e o Espírito Santo também apresentam tendência de alta, exigindo atenção redobrada das autoridades sanitárias.
Desde o início de 2026, o Rinovírus lidera a prevalência de casos positivos de SRAG (41,9%), seguido pela Influenza A (21,8%) e pela Covid-19 (14,7%). No entanto, quando analisada a mortalidade, o cenário se altera: a Covid-19 e a Influenza A são responsáveis pelas maiores fatias de óbitos, representando, cada uma, cerca de 30,8% das mortes por causas virais nas últimas quatro semanas. Especialistas alertam que, embora o Rinovírus cause mais internações, a agressividade da gripe e do coronavírus em grupos vulneráveis continua sendo o maior desafio para o sistema de saúde.
Como resposta ao cenário epidemiológico, o Ministério da Saúde definiu estratégias para ampliar a cobertura vacinal. A campanha nacional contra a influenza nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste terá início no dia 28 de março, estendendo-se até 30 de maio. O foco principal são os grupos prioritários, incluindo idosos, gestantes e profissionais de saúde. A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, reforça que a imunização é a ferramenta mais eficaz para evitar quadros graves, hospitalizações e mortes decorrentes das complicações respiratórias.
Além da vacina contra a gripe, o calendário de 2026 destaca a disponibilidade do imunizante contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) para gestantes, visando proteger recém-nascidos. Com o “Dia D” de mobilização marcado para o próximo sábado, as secretarias de saúde buscam antecipar a proteção da população antes do período de maior queda nas temperaturas, quando a transmissão de doenças respiratórias tende a se intensificar. O monitoramento contínuo da Fiocruz serve como guia para que gestores locais ajustem a oferta de leitos e insumos hospitalares.










































