O Ministério da Saúde iniciou nesta semana a vacinação contra a dengue voltada para profissionais da saúde que atuam na atenção primária. A expectativa do Governo Federal é imunizar cerca de 1,2 milhão de trabalhadores que atuam na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país.
Até o momento, os estados já receberam um lote inicial com 650 mil doses do imunizante. O restante do estoque deve ser distribuído nos próximos dias, garantindo que médicos, enfermeiros, técnicos e agentes comunitários recebam a proteção necessária para continuar o atendimento à população.
A estratégia utiliza a vacina brasileira desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante é de dose única e protege contra os quatro sorotipos da doença. Por ser uma tecnologia 100% nacional, o Ministério da Saúde destaca que a produção representa um avanço crucial para a autonomia tecnológica do Brasil.
De acordo com o ministro Alexandre Padilha, o foco inicial nos profissionais de saúde é estratégico. Esses trabalhadores são os responsáveis pelas visitas domiciliares, identificação de criadouros do mosquito Aedes aegypti e pelo primeiro atendimento em casos suspeitos dentro das unidades básicas.
Além das equipes assistenciais, o cronograma de vacinação inclui profissionais de apoio, como recepcionistas, motoristas de ambulância e equipes de limpeza das unidades de saúde. A proteção desse grupo é vista como fundamental para manter o funcionamento pleno da rede pública durante períodos de maior transmissão.
Para o segundo semestre de 2026, o governo planeja ampliar a vacinação para o público geral entre 15 e 59 anos. Essa expansão depende do aumento da capacidade produtiva do Butantan, que firmou uma parceria com a China para elevar a fabricação das doses em até 30 vezes.
Dados oficiais apontam que a vacina do Butantan possui 74,7% de eficácia contra a dengue sintomática. Em casos graves, a proteção sobe para 89%, o que pode reduzir drasticamente o número de internações e óbitos causados pela doença no território nacional.
A medida ocorre em um cenário de queda nos índices epidemiológicos. Em 2025, o Brasil registrou uma redução de 74% nos casos prováveis de dengue em comparação ao ano anterior. Mesmo com a melhora nos números, o Ministério da Saúde reforça que a vacinação é um pilar essencial para evitar novos surtos.










































