A Organização Pan-Americana da Saúde emitiu um alerta epidemiológico devido ao salto alarmante de casos de sarampo no continente. Entre 2024 e 2025, os registros subiram de 446 para quase 15 mil, concentrados principalmente no México, Canadá e Estados Unidos.
A grande maioria dos infectados na região, cerca de 90%, não possuía histórico de vacinação. O cenário levou a organização a retirar o certificado de região livre de transmissão das Américas, exigindo ações coordenadas para conter o avanço da doença.
Apesar do contexto regional, o Brasil ostenta o status de país livre do sarampo, recuperado oficialmente em 2024. No ano passado, o território nacional registrou 38 notificações, a maioria importada ou relacionada a pessoas que contraíram o vírus no exterior.
Especialistas alertam que o fluxo diário de voos da América do Norte representa um risco constante de reintrodução do vírus. Para evitar novos surtos, o desafio brasileiro é manter a cobertura vacinal acima de 95% e a vigilância atenta em aeroportos e fronteiras.
O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa que pode causar pneumonia, cegueira e morte. O Ministério da Saúde reforçou a vacinação em áreas turísticas e de fronteira, além de orientar municípios a investigarem rapidamente qualquer caso suspeito.
A vacina tríplice viral está disponível gratuitamente pelo SUS para pessoas de até 59 anos. Manter a caderneta atualizada é a única forma de garantir que o vírus não volte a circular de forma sustentada em solo brasileiro, como ocorreu em 2018.








































