O Ministério da Saúde iniciou o reforço do Sistema Único de Saúde (SUS) com a capacitação de 760 profissionais que estão cursando a Especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne. O curso, iniciado em novembro de 2025, é destinado a enfermeiros com experiência mínima de um ano na atenção à saúde da mulher e conta com um investimento de R$ 17 milhões.
A carência de especialistas na área é um dos principais motivos para o investimento governamental. No Brasil, existem apenas 13 mil enfermeiros obstétricos registrados no Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), sendo que menos da metade atua em estabelecimentos de saúde cadastrados no sistema nacional. Enquanto países desenvolvidos apresentam entre 25 e 68 especialistas por mil nascidos vivos, a densidade brasileira é de apenas cinco profissionais para o mesmo grupo.
O enfermeiro obstétrico desempenha papel central na humanização do nascimento, focando na fisiologia do parto e reduzindo intervenções desnecessárias, como a ocitocina indiscriminada ou manobras contraindicadas. Segundo o Cofen, a presença desse profissional no SUS ajuda a combater o alto índice de cesáreas no país, procedimento que chega a multiplicar por 70 o risco de morte materna.
A formação é coordenada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com outras 38 instituições. A medida também integra os objetivos da Rede Alyne, programa que busca reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027, com foco especial na redução da mortalidade de mulheres negras, historicamente mais afetadas pela desigualdade no atendimento.











































