O cenário da saúde ocupacional no Brasil registrou um salto preocupante ao longo de 2025. Segundo dados oficiais do Ministério da Previdência Social, mais de 4,12 milhões de profissionais precisaram se afastar de suas funções por motivos de saúde. O volume de benefícios por incapacidade temporária é o maior registrado nos últimos quatro anos, superando significativamente os índices de 2024.
As dores nas costas continuam sendo a principal causa de afastamento no país. Pelo terceiro ano consecutivo, a dorsalgia liderou o ranking de licenças concedidas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ao todo, 237.113 trabalhadores formais precisaram de auxílio previdenciário devido a problemas na coluna, evidenciando o impacto postural e ergonômico no cotidiano laboral.
Além dos problemas físicos, a saúde mental ganhou destaque negativo nas estatísticas de 2025. Transtornos de ansiedade e episódios depressivos ocuparam a quarta e a sexta posição entre as causas mais frequentes de incapacidade. O crescimento constante dessas patologias reforça a necessidade de políticas de bem-estar psicológico dentro das empresas e instituições.
As fraturas de perna e tornozelo também aparecem com relevância, especialmente entre o público masculino. Enquanto a maioria das mulheres se afastou por dores na coluna e ansiedade, os homens registraram maior incidência de lesões traumáticas. No total geral, as mulheres representaram a maior fatia dos benefícios concedidos, somando mais de 2,10 milhões de casos.
O auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, é garantido a quem comprova, via perícia médica, a impossibilidade de trabalhar por mais de 15 dias. O processo pode ser realizado de forma presencial ou documental. Para solicitar o amparo, o segurado deve utilizar os canais oficiais do governo, como o portal Meu INSS ou a central telefônica 135.








































