Com a intensificação das chuvas, aumenta o risco de transmissão das arboviroses — dengue, zika e chikungunya — devido à maior proliferação do mosquito Aedes aegypti. Diante desse cenário, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), mantém e amplia as ações de vigilância em saúde, prevenção e controle do vetor.
Apesar do histórico de maior incidência durante o período chuvoso, o município encerrou o ano de 2025 com uma queda expressiva nos casos de dengue. O resultado demonstra o impacto positivo das estratégias adotadas pela rede municipal de saúde, sem deixar de lado a necessidade de alerta permanente.
Queda expressiva nos casos confirmados
Dados da Vigilância Epidemiológica apontam redução significativa no comparativo anual. Em 2024, Porto Velho registrou 3.180 casos notificados de dengue, com 580 confirmações e um óbito. Já em 2025, os números caíram para 1.574 casos notificados, 211 confirmados e nenhum óbito.
A redução de 63,6% nos casos confirmados e a ausência de mortes refletem o fortalecimento das ações de prevenção, o diagnóstico precoce e a assistência adequada prestada à população. Para o secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, os resultados são fruto de um trabalho integrado entre poder público e comunidade.
“A queda nos casos de dengue em Porto Velho é resultado de um esforço conjunto, com ações permanentes de prevenção, controle do vetor, assistência em saúde e a participação da população. No entanto, não podemos relaxar. O enfrentamento à dengue é contínuo e depende do compromisso de todos, principalmente na eliminação de criadouros dentro das residências”, destacou.
Vacinação reforça a prevenção
A vacinação segue como uma das principais estratégias para reduzir casos graves, internações e óbitos por dengue, atuando de forma complementar ao controle do mosquito transmissor.
Atualmente, a rede pública de saúde disponibiliza gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina Qdenga, indicada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas.
A Semusa reforça que a imunização não substitui as medidas de eliminação de criadouros, mas reduz significativamente o risco de agravamento da doença.
Para 2026, o Ministério da Saúde anunciou a vacina nacional Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan. O imunizante será de dose única e terá faixa etária autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entre 12 e 59 anos. A previsão nacional é de distribuição inicial de cerca de um milhão de doses a partir de janeiro de 2026. Até o momento, Porto Velho não recebeu remessas da nova vacina e não há previsão oficial de envio ao município.
Notificação é fundamental no período chuvoso
A Vigilância Epidemiológica alerta que a subnotificação ainda representa um desafio no enfrentamento da dengue. Quando o paciente não procura atendimento ou o caso não é registrado, o município perde a capacidade de resposta rápida e direcionada.
A gerente da Vigilância Epidemiológica, Ivonete Santos, destacou a importância do registro adequado dos casos suspeitos.
“Mesmo com a redução expressiva dos casos em 2025, o período chuvoso exige atenção redobrada. A notificação permite identificar áreas com maior circulação do vírus, direcionar equipes e intensificar ações de bloqueio, evitando a disseminação da doença”, explicou.
As equipes estão em fase de recebimento e qualificação das notificações iniciais de 2026, que serão inseridas no sistema oficial do Ministério da Saúde.
Ações contínuas e papel da população
Entre as ações permanentes desenvolvidas pela Semusa estão a atuação diária da Divisão de Controle de Vetores, visitas domiciliares, ações educativas, monitoramento epidemiológico constante e planejamento estratégico baseado nos dados de notificação.
A secretaria reforça que a participação da população é essencial para manter a redução dos casos. Medidas simples, como eliminar água parada, limpar quintais, calhas e recipientes, são fundamentais no combate ao mosquito.
Ao apresentar sintomas como febre alta, dor atrás dos olhos, dores no corpo e articulações, manchas vermelhas na pele e cansaço intenso, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para atendimento e registro do caso. O combate à dengue é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a comunidade, e a prevenção segue como a principal aliada para proteger a saúde da população de Porto Velho.










































