Durante o mês de janeiro, a Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), realiza a campanha Janeiro Roxo, movimento nacional promovido pelo Ministério da Saúde com foco na conscientização, prevenção e enfrentamento da hanseníase.
A iniciativa busca informar a população sobre os sinais da doença, incentivar o diagnóstico precoce e combater a desinformação e o preconceito ainda associados à hanseníase. A campanha também reforça que o tratamento é gratuito e está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A hanseníase é uma doença infecciosa que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo causar manchas com alteração de sensibilidade. Segundo o médico Tiago Barnabé, um dos principais sinais de alerta é a diminuição ou perda da sensibilidade em determinadas áreas do corpo.
“A hanseníase é uma doença que acomete a pele e os nervos da pele. O principal sintoma é uma mancha um pouco mais clara que a pele, onde a pessoa não sente direito. Às vezes, a pessoa se machuca, se queima ou se arranha e não percebe a dor, o que é uma característica muito peculiar da doença”, explicou.
Diagnóstico precoce e tratamento
A Semusa orienta que, ao perceber qualquer mancha com alteração de sensibilidade, a pessoa procure a unidade básica de saúde mais próxima de casa. Os profissionais da rede municipal estão capacitados para realizar a avaliação inicial e, quando necessário, encaminhar o paciente para o Serviço Especializado Municipal (SEM), referência no acompanhamento de casos mais avançados.
De acordo com o médico, o fluxo correto é iniciar o atendimento na unidade básica. “Quando há dúvidas ou casos mais avançados, o paciente é encaminhado para o centro de referência”, destacou.
Uma das principais mensagens da campanha Janeiro Roxo é que a hanseníase tem cura. O tratamento é disponibilizado gratuitamente pelo SUS e varia conforme a classificação da doença: seis meses para os casos paucibacilares e até 12 meses para os casos multibacilares, sempre com acompanhamento médico.
Tiago Barnabé reforça a importância de buscar atendimento. “Não tenha medo de procurar o serviço de saúde. Quanto antes a pessoa for diagnosticada, mais fácil é o tratamento e maiores são as chances de cura”, afirmou.
Combate ao preconceito
A campanha também atua no enfrentamento da discriminação. A hanseníase não é transmitida por contato físico casual, como apertos de mão, compartilhamento de utensílios ou uso do mesmo banheiro. A transmissão ocorre pelo ar, em situações de contato próximo, contínuo e prolongado.
O secretário municipal de Saúde, Jaime Gazola, destacou a relevância da campanha para a população. “O Janeiro Roxo é um momento fundamental para reforçarmos junto à população que a hanseníase tem cura e que o tratamento está disponível gratuitamente pelo SUS”, ressaltou.









































