PGR pede ao STF que restabeleça prisão de Monique Medeiros no caso Henry Borel

Procuradoria argumenta que soltura viola decisões anteriores da Suprema Corte e que o atraso no julgamento foi provocado por manobras da própria defesa.

Fonte: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil - 20

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PGR pede ao STF que restabeleça prisão de Monique Medeiros no caso Henry Borel
© PCRJ/Divulgação

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  • A PGR pediu ao STF o retorno de Monique Medeiros à prisão, alegando desrespeito a decisões anteriores sobre sua preventiva.
  • O órgão contesta o argumento de excesso de prazo, dizendo que o adiamento do júri foi causado por atos da própria defesa.
  • Caberá ao ministro Gilmar Mendes decidir se Monique volta ao cárcere antes do júri popular remarcado para 25 de maio.

Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação do News Rondônia

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (15), favoravelmente ao retorno de Monique Medeiros à prisão. O documento, encaminhado ao ministro Gilmar Mendes, sustenta que o relaxamento da prisão preventiva, ocorrido em março, desrespeita a autoridade de decisões anteriores do STF que já haviam determinado a segregação da ré para garantir a ordem pública e a instrução do processo. Monique é acusada pela morte do filho, Henry Borel, ocorrida em 2021.

A manifestação da PGR corrobora a reclamação de Leniel Borel, pai da criança e assistente de acusação no caso. Segundo a Procuradoria, a justificativa de “excesso de prazo” utilizada para soltar Monique não deve ser aplicada de forma puramente aritmética. A PGR argumenta que o adiamento do júri popular foi provocado por atos da própria defesa — como o abandono do plenário pelos advogados do corréu Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho — e pela recusa de Monique em aceitar a separação do processo, o que impede que ela se beneficie da própria demora que ajudou a causar.

O julgamento, que estava marcado para o dia 23 de março, foi suspenso após a defesa de Jairinho alegar falta de acesso a provas e deixar o tribunal. Diante do imprevisto, a juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, decidiu relaxar a prisão de Monique por entender que ela seria prejudicada pelo adiamento, agora remarcado para 25 de maio. Contudo, a PGR reforça que o princípio da razoabilidade deve prevalecer, dado que o crime é de extrema gravidade e a instrução processual é complexa.

Ao comentar o parecer da PGR, Leniel Borel afirmou que a iniciativa junto ao Supremo é juridicamente necessária para evitar retrocessos e garantir que a memória de seu filho seja defendida com seriedade. Para ele, transformar atrasos provocados pela defesa em argumentos para a liberdade enfraquece a Justiça. Agora, cabe ao ministro Gilmar Mendes analisar o pedido e decidir se Monique Medeiros deve retornar ao cárcere antes da nova data do julgamento popular.

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