Padilha defende regras de publicidade para bets semelhantes às do cigarro

Ministro da Saúde classifica vício em apostas como grave problema de saúde pública e pede restrições severas à propaganda no Congresso Nacional.

Fonte: Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil - 20

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Padilha defende regras de publicidade para bets semelhantes às do cigarro
© Paulo Pinto/Agência Brasil

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou nesta sexta-feira (10), em São Paulo, a necessidade urgente de regulamentar a publicidade das casas de apostas online, as chamadas bets. Em entrevista coletiva após a inauguração do novo Centro de Ensino do InCor, Padilha defendeu que o setor receba um tratamento regulatório rigoroso, comparando o impacto das apostas ao vício causado pelo tabaco. Para o ministro, a proibição de propagandas é o caminho necessário para mitigar a propagação do vício na sociedade brasileira.

Segundo Padilha, o governo federal já obteve avanços ao restringir o acesso de crianças às plataformas, mas defende que o Legislativo dê um passo além. “É preciso que a gente trate o problema das bets como a gente tratou o problema do cigarro, enfrentando o problema da publicidade”, afirmou o ministro. Ele relembrou a época em que marcas de cigarro dominavam o marketing esportivo e a Fórmula 1, destacando que a retirada desses anúncios foi fundamental para a redução do tabagismo no país.

Além das apostas, o ministro comentou sobre o aumento da fiscalização das “canetas emagrecedoras”. Padilha informou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem intensificado o monitoramento desses medicamentos. O foco principal agora recai sobre farmácias de manipulação que, segundo o ministro, se transformaram em “verdadeiras indústrias” e devem ser submetidas às mesmas normas rígidas de fabricação aplicadas aos grandes laboratórios farmacêuticos.

As declarações de Padilha ocorrem em um momento de crescente preocupação com a saúde mental e o endividamento das famílias brasileiras devido aos jogos de azar eletrônicos. O Ministério da Saúde planeja levar a discussão ao Congresso Nacional para estabelecer uma estratégia mais restritiva, focada na proteção de populações vulneráveis e na redução do acesso facilitado a esses serviços por meio de influenciadores e patrocínios em massa.

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