O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom nesta quinta-feira (26) contra os recentes reajustes nos preços dos combustíveis em todo o país. Durante a reinauguração da planta fabril da montadora Caoa, em Anápolis (GO), o chefe do Executivo declarou que o aumento do óleo diesel, da gasolina e do etanol é injustificável, uma vez que o Governo Federal implementou subsídios para amortecer os impactos do mercado internacional. Lula anunciou que equipes da Polícia Federal e dos Procons estão nas ruas para identificar estabelecimentos que estejam elevando os preços de forma oportunista.
Segundo o presidente, a política de preços da Petrobras e a desoneração de tributos federais, como o PIS e a Cofins sobre o diesel, deveriam garantir a estabilidade nas bombas. Ele criticou duramente o que chamou de “aproveitamento” por parte de alguns revendedores, ressaltando que a crise entre Estados Unidos, Israel e Irã, embora afete a cadeia global de petróleo, não deve servir de pretexto para inflacionar itens básicos da cesta básica brasileira, como o feijão e o arroz, devido ao custo do frete.
Dependência de importação e medidas de contenção
A preocupação central do governo recai sobre o óleo diesel, insumo vital para o transporte de cargas e passageiros, do qual o Brasil ainda importa cerca de 30% do consumo total. O comportamento dos preços tem sido monitorado de perto desde o início dos distúrbios no Irã, em fevereiro, que geraram instabilidade no fornecimento global. Para conter a escalada, o governo federal adotou a estratégia de zerar as alíquotas de impostos incidentes sobre o combustível, visando proteger a economia doméstica de choques externos de oferta.
Lula reiterou que o Brasil possui mecanismos, por meio da Petrobras, para evitar que conflitos ocorridos a milhares de quilômetros de distância prejudiquem o poder de compra do cidadão. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também acompanha a situação, avaliando o impacto fiscal dos subsídios no orçamento de 2026. A expectativa é que a pressão das autoridades de fiscalização force uma estabilização nos preços ao consumidor final nos próximos dias, especialmente em estados com grandes rotas logísticas, como Rondônia e Goiás.










































