O governador do Acre, Gladson Cameli, informou à Assembleia Legislativa do Estado (ALEAC) que deixará o cargo na quinta-feira (2/4). A decisão foi formalizada por meio de mensagem oficial enviada ao Legislativo, confirmando a saída do chefe do Executivo antes do fim do mandato. A renúncia ocorre em meio à movimentação política para as eleições nacionais.
“Após a missão confiada pelo povo acreano, por duas oportunidades, que considero a maior honra de minha vida pública, creio que este é o momento institucional adequado para proceder à transmissão definitiva do cargo, assegurando plena continuidade administrativa, estabilidade governamental e respeito ao calendário eleitoral. A presente decisão é ato de vontade livre, consciente e voluntário, e decorre da necessidade de desincompatibilização prevista na Constituição da República, que estabelece a obrigatoriedade de que chefes do Poder Executivo que pretendam disputar outro cargo eletivo sejam afastados desses cargos pelo menos seis meses antes do pleito“, diz trecho da mensagem.
Filiado ao Progressistas (PP), Cameli se posiciona como pré-candidato ao Senado Federal, o que exige o afastamento do cargo dentro do prazo estabelecido pela legislação eleitoral. A mudança abre caminho para a reorganização do comando do governo estadual em ano estratégico para a política acreana.

“Nesse contexto, considerando minha intenção de disputa por uma das vagas ao Senado, a renúncia representa o cumprimento estrito das normas constitucionais que regem o processo democrático brasileiro. Tendo em vista que, no exercício de 2026, as eleições serão realizadas em 4 de outubro, o período de desincompatibilização se iniciará em 4 de abril e, levando em conta que o dia 3 de abril de 2026 incide no feriado nacional de Sexta-Feira da Paixão, conforme disposto no art. 2º da Lei Federal nº 9.093, de 12 de setembro de 1995, a fim de evitar conflito com as celebrações religiosas, entendo que a data mais adequada para a efetiva renúncia do cargo de Governador do Estado é 2 de abril de 2026“, acrescenta outro trecho do documento.
Com a saída do governador, a vice-governadora Mailza Assis (PP) assume o governo. A expectativa se volta para a transição administrativa e os impactos na condução das políticas públicas em andamento. “Cumpre destacar que. na forma do caput do art. 69 da Constituição do Estado do Acre. nossa Vice-Governadora do Estado, Mailza Assis, assumirá a chefia do Poder Executivo estadual, garantindo a continuidade das políticas públicas e das ações governamentais cm curso, preservando os compromissos assumidos com a população do Estado do Acre“, informa o documento.










































