O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, na manhã desta sexta-feira. O diagnóstico médico confirmou um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, possivelmente de origem aspirativa, após o paciente apresentar calafrios e baixa saturação de oxigênio.
Socorrido por uma equipe do Samu no Complexo Penitenciário da Papuda, Bolsonaro está sob tratamento com antibióticos aplicados por via venosa. O boletim médico, assinado por especialistas da unidade privada, indica que ele recebe suporte clínico não invasivo enquanto permanece em observação rigorosa na terapia intensiva.
Atualmente, o ex-presidente cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses de reclusão. Diante da gravidade do estado de saúde, a defesa e familiares manifestaram preocupação com as condições de encarceramento, defendendo que o ambiente prisional pode ter contribuído para a evolução da patologia pulmonar.
Decisão judicial e esquema de segurança
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanhe o marido no hospital. Além disso, os filhos e enteados receberam permissão para visitas, embora o magistrado tenha imposto restrições rígidas para garantir a custódia do preso.
Pedido de prisão domiciliar
O senador Flávio Bolsonaro, após visitar o pai, declarou à imprensa que este é o quadro clínico mais delicado já apresentado pelo ex-presidente em termos de acúmulo de líquido nos pulmões. O parlamentar apelou publicamente por uma concessão de prisão domiciliar humanitária, alegando necessidade de cuidados permanentes.
A justiça ainda deve analisar se a estrutura hospitalar da rede privada é suficiente para a estabilização do quadro ou se haverá mudanças no regime de cumprimento da pena por razões de saúde. Enquanto isso, o esquema de segurança segue reforçado tanto no interior quanto nas áreas externas do hospital em Brasília.









































