O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou-se nesta sexta-feira para esclarecer que não teve acesso ao conteúdo das mensagens extraídas do celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Segundo nota de seu gabinete, o material sigiloso só foi recebido pela Corte após o dia 12 de fevereiro, data em que o ministro André Mendonça assumiu a relatoria do inquérito.
A declaração visa rebater críticas sobre possíveis atrasos ou prejuízos nas investigações durante o período em que Toffoli esteve à frente do processo. O ministro enfatizou que, enquanto foi relator, autorizou todas as medidas cautelares solicitadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, garantindo que as apurações seguiram o curso normal sem qualquer nulidade ou obstrução.
Toffoli deixou a relatoria da Operação Compliance Zero no mês passado, após a Polícia Federal informar a existência de menções ao seu nome em mensagens encontradas no aparelho de Vorcaro. O nome do ministro surgiu devido à sua participação societária em um resort no Paraná, que foi adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master e que está sob investigação.
Na próxima sexta-feira, dia 13, a Segunda Turma do STF deverá julgar se mantém a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, determinada por André Mendonça na última quarta-feira. O banqueiro é acusado de envolvimento em fraudes que somam R$ 47 bilhões e de utilizar comunicações privadas para ameaçar jornalistas e opositores de seus interesses financeiros.









































