O governo federal iniciou nesta semana uma série de mobilizações que marcam o mês de março pelo Dia Internacional das Mulheres. Em 2026, o foco das ações é o enfrentamento aos índices crescentes de feminicídio, que registraram o recorde de 1.548 casos no último ano. Como parte dessa agenda, o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável realizou, nesta quarta-feira (4), o seminário “Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres”, reforçando o pacto entre os Três Poderes para a proteção das vítimas.
Em entrevista aos veículos da EBC, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que a violência de gênero possui raízes estruturais e foi agravada por um processo de desmonte de políticas públicas em anos anteriores. Segundo a ministra, a reconstrução iniciada em 2023 busca ampliar serviços e garantir que o sistema de justiça cumpra protocolos de gênero para evitar a revitimização. Ela ressaltou que a demora na concessão de medidas protetivas, que em alguns locais chega a 20 dias, interfere diretamente na preservação da vida das mulheres.
Márcia Lopes também abordou a importância da autonomia financeira para o rompimento dos ciclos de abuso. Dados do relatório de Transparência Salarial mostram que as mulheres ainda recebem 21,2% a menos que homens na mesma função, o que motivou o governo a reforçar a fiscalização da Lei de Igualdade Salarial. Além disso, uma nova regra federal determina que 8% das contratações em empresas com licitações públicas sejam destinadas a mulheres vítimas de violência, buscando garantir sua sobrevivência e de seus dependentes.
A ministra concluiu reforçando que a defesa da igualdade e o combate à misoginia devem ser um compromisso ético de toda a sociedade, incluindo empresários e parlamentares. O mapeamento dos fluxos de atendimento em cada estado segue como prioridade para que o acolhimento seja imediato e eficaz, especialmente em períodos de maior risco, como finais de semana e feriados.











































