O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu oficialmente a situação de emergência em Porteirinha, no norte de Minas Gerais, devido ao risco iminente de rompimento total da Barragem das Lajes. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União após a estrutura sofrer um rompimento parcial no último domingo, 1. De acordo com a prefeitura, o sangrador da barragem — sistema responsável por escoar o excesso de água — teve mais de 90% de sua estrutura comprometida pelas fortes chuvas que atingem a região.
O alerta extremo emitido pela Defesa Civil resultou na evacuação de famílias nas comunidades de Lajes, Barreiro, Barroca e no distrito de Serra Branca. Até o momento, 114 pessoas foram retiradas de 46 residências localizadas na zona de autossalvamento. Dessas, 13 estão em abrigos municipais e as demais foram acolhidas por parentes. A estimativa é que o número de desalojados possa chegar a 800 caso a estrutura ceda completamente, atingindo uma área de aproximadamente 85 hectares abaixo do reservatório.
O volume de chuva registrado na madrugada de sábado foi de 120 milímetros em apenas quatro horas, marca que supera a média histórica e configura a maior enchente na localidade desde 1983, ano de construção da barragem. O prefeito de Porteirinha, Silvanei Batista, ressaltou que o dano à estrutura é inédito e que o monitoramento é constante, já que o solo permanece saturado e a pressão da água sobre o maciço da barragem ainda é crítica.
Técnicos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) foram deslocados para a zona rural para prestar apoio técnico na avaliação dos danos. Embora a manutenção da Barragem das Lajes seja de responsabilidade municipal, o Grupo Federal de Segurança de Barragens acompanha a evolução do caso para coordenar possíveis ações de socorro e reconstrução. A recomendação para a população local é evitar margens de rios e áreas alagadas até que a estrutura seja considerada estável.









































