A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, confirmou nesta quarta-feira, 25, a abertura de duas novas unidades da Casa da Mulher Brasileira para o próximo mês. A primeira inauguração ocorre no dia 6 de março, em Macapá, seguida pela unidade de Aracaju, no dia 27. O espaço é estratégico por reunir, em um único local, serviços de delegacia especializada, Ministério Público, Defensoria Pública e alojamento, garantindo um atendimento humanizado e ágil para mulheres vítimas de diversos tipos de violência.
Atualmente, o Brasil possui 11 unidades em operação, com a meta de entregar mais seis até o final de 2026. O investimento no setor atingiu R$ 47 milhões somente no último ano, somando mais de R$ 370 milhões desde 2023. Segundo a ministra, o objetivo é que essas casas tornem-se referência regional, padronizando métodos de prevenção e acolhimento que incluam suporte psicossocial e espaços lúdicos para os filhos das vítimas durante os procedimentos legais.
Políticas de cuidado e inclusão
Além do combate direto à violência, o ministério anunciou iniciativas para reduzir a sobrecarga do trabalho doméstico. Em março, será instalada uma lavanderia coletiva em Mossoró (RN). O governo também planeja colocar em funcionamento 20 “cuidotecas” até o fim do ano, espaços destinados ao cuidado de crianças enquanto suas responsáveis estudam ou trabalham. Essas medidas integram uma visão mais ampla de autonomia financeira e social para o público feminino.
Medidas protetivas e participação política
Márcia Lopes destacou a urgência de padronizar a concessão de medidas protetivas, que hoje variam de quatro horas a dez dias dependendo do estado. A criação de um Sistema Nacional de Política para as Mulheres é defendida como forma de garantir fluxos rápidos e monitoramento eficaz. A ministra também reforçou a importância do Ligue 180, que hoje realiza quase 3 mil atendimentos diários, conectando denúncias diretamente às patrulhas Maria da Penha e ao Judiciário.
Com as eleições de outubro de 2026 no horizonte, a ministra fez um apelo para que o eleitorado feminino não vote em candidatos com histórico de agressão. Ela defende a paridade de gênero em todas as esferas de poder e acredita que a nova geração de políticos deve estar comprometida com a igualdade e a segurança das mulheres. O monitoramento rigoroso de dados por meio de novos painéis digitais deve auxiliar na caracterização correta de crimes como o feminicídio em todo o país.




































