O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou sua visita oficial a Nova Delhi, neste sábado, 21, com a assinatura de oito acordos que fortalecem a aliança estratégica entre Brasil e Índia. Durante o Encontro Empresarial Brasil-Índia, Lula classificou a diversificação de parceiros como uma ferramenta essencial de resiliência frente ao avanço do protecionismo e das medidas unilaterais no comércio global.
A agenda em solo indiano focou na superação de barreiras comerciais e na busca por autonomia em setores sensíveis. Entre os documentos firmados, destaca-se o memorando sobre elementos de terras raras e minerais críticos, insumos vitais para a indústria de alta tecnologia e para a transição energética, área onde o Brasil detém uma das maiores reservas do planeta.
As relações econômicas entre as duas nações vivem um momento histórico. Em 2025, o comércio bilateral atingiu o recorde de US$ 15 bilhões, um salto expressivo em relação aos US$ 2,4 bilhões registrados em 2006. Lula, no entanto, afirmou que o volume atual “é muito pouco” diante do potencial das duas economias e defendeu a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial Mercosul-Índia para que as trocas alcancem US$ 30 bilhões até 2030.
Além da mineração e do aço, os acordos abrangem a cooperação farmacêutica entre a Anvisa e órgãos indianos, o apoio às micro e pequenas empresas e a criação de uma parceria digital para o futuro. Outro ponto relevante foi o acordo sobre o uso de certificados eletrônicos de origem, que visa desburocratizar e acelerar o fluxo de mercadorias entre os dois países.
Após concluir a agenda na Índia, a comitiva presidencial segue para Seul, na Coreia do Sul, onde desembarca neste domingo, 22. O objetivo é estabelecer um Plano de Ação Trienal (2026-2029) para elevar o relacionamento com os sul-coreanos ao nível de parceria estratégica, focando em investimentos tecnológicos e infraestrutura.










































