O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, manifestou apoio nesta terça-feira (10) à determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender o pagamento de “penduricalhos”. A medida atinge os Três Poderes e barra benefícios que extrapolam o teto constitucional de R$ 46,3 mil.
Durante evento financeiro em São Paulo, Motta afirmou que a decisão do magistrado foi “feliz” por fomentar o debate sobre a responsabilidade fiscal. Segundo o parlamentar, a discussão é uma demanda direta da sociedade e deve caminhar em conjunto com as propostas de Reforma Administrativa que tramitam no Congresso Nacional.
Apesar do apoio ao corte de excessos, o presidente da Câmara defendeu o recente projeto de reajuste para os servidores da Casa. Ele argumentou que o aumento, em torno de 8%, segue os mesmos parâmetros aplicados às carreiras do Poder Judiciário e do Tribunal de Contas da União (TCU), visando evitar disparidades salariais.
Hugo Motta rebateu críticas de que a medida seria um “trem da alegria”, termo que classificou como uma interpretação equivocada repassada à população. Para o deputado, a aprovação foi criteriosa e não gera impacto imprevisto no orçamento, uma vez que respeita o planejamento financeiro já estabelecido para o ano.
O parlamentar reforçou que a coerência entre cortar privilégios e garantir a recomposição salarial de servidores técnicos é essencial para a gestão pública. O projeto de reajuste da Câmara agora segue para a sanção do presidente da República, enquanto a suspensão dos penduricalhos aguarda desdobramentos no STF.
A decisão de Flávio Dino é vista nos bastidores de Brasília como um movimento para moralizar a folha de pagamento do setor público. Motta reiterou que a transparência nos gastos é uma das prioridades de sua gestão à frente da Câmara, buscando alinhar a eficiência administrativa com as expectativas de austeridade fiscal.










































