Durante sessão extraordinária realizada nesta segunda-feira (9), na Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), a deputada estadual Dra. Taíssa Sousa (Podemos) fez um pronunciamento crítico a projetos que, segundo ela, favorecem grandes empresas em detrimento da população rondoniense.
A deputada explicou que não esteve presente na sessão extraordinária que apreciou o Projeto de Lei nº 1243/25, que trata de transações em hipóteses específicas, porque a convocação não previa a inclusão da matéria na pauta oficial. Segundo ela, a votação ocorreu sem que todos os parlamentares tivessem conhecimento prévio do conteúdo.
Mesmo ausente, Dra. Taíssa afirmou que teria votado contra a proposta. “Não se trata de encontro de contas, trata-se de como o povo está sendo tratado”, declarou, ao criticar benefícios concedidos à empresa Energisa.
A parlamentar relatou situações enfrentadas pela população, especialmente relacionadas ao fornecimento de energia elétrica, citando cortes mesmo em casos sensíveis, como residências com pessoas que dependem de equipamentos vitais.
De acordo com a deputada, enquanto consumidores são penalizados rapidamente por atrasos mínimos, grandes débitos empresariais recebem tratamento diferenciado por parte do Estado.
Críticas à gestão fiscal e à Caerd
Outro ponto abordado no pronunciamento foi a possibilidade de compensações envolvendo a Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd). Para Dra. Taíssa, problemas de gestão em empresas públicas não podem resultar em novos prejuízos à população. “Estamos penalizando o povo duas vezes: com serviços ruins e com decisões que retiram recursos que poderiam virar políticas públicas”, afirmou.
Na condição de advogada, a deputada destacou que o Estado dispõe de instrumentos jurídicos suficientes para cobrar grandes devedores, como execuções judiciais e bloqueio de bens, questionando a ausência de medidas efetivas mesmo diante de arrecadação bilionária.
Saúde e segurança pública
Em outro momento do discurso, a parlamentar voltou a criticar a situação da saúde e da segurança pública, citando casos registrados em Guajará-Mirim, onde famílias aguardam horas pela liberação de corpos devido à falta de médico legista. “Chegamos ao absurdo de a pessoa ter que escolher o dia para morrer, porque no fim de semana não há médico legista. Isso é uma vergonha”, declarou.
Dra. Taíssa relembrou ainda que atuou no parlamento para garantir o bloqueio de recursos orçamentários com o objetivo de assegurar dignidade às famílias em situações semelhantes.
Ao encerrar o pronunciamento, a deputada afirmou que não se intimida com críticas por defender fiscalização e prioridade no uso dos recursos públicos. “Tem dinheiro indo pelo ralo, sem prioridade no que realmente importa: saúde, segurança pública e infraestrutura”, concluiu.









































