A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS retirou de pauta, nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, o requerimento para quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master. A decisão foi anunciada pelo presidente da comissão, senador Carlos Vianna.
O parlamentar justificou que o pedido original abrangia 100% das operações da instituição financeira, o que fugiria do foco central do colegiado. Segundo Vianna, a investigação deve se concentrar especificamente nos empréstimos consignados realizados para aposentados e pensionistas.
O Banco Master, de propriedade do banqueiro Daniel Vorcaro, é um dos eixos centrais da apuração sobre supostas fraudes no mercado financeiro. Vorcaro cumpre prisão domiciliar e tem depoimento agendado na comissão para o dia 26 de fevereiro.
Durante a sessão, o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, prestou depoimento e detalhou irregularidades em contratos de crédito. Das 324 mil operações analisadas, cerca de 251 mil não apresentavam a documentação mínima exigida ou assinaturas eletrônicas auditáveis.
Houve embate político entre governo e oposição sobre a responsabilidade pelas falhas na fiscalização do banco. Enquanto governistas apontam que os acordos foram firmados em 2020, a oposição critica a condução atual das investigações e aponta tentativas de blindagem.
Carlos Vianna solicitou que o requerimento de quebra de sigilo seja refeito para restringir os dados às operações ligadas ao INSS. O objetivo é evitar que a medida seja derrubada judicialmente por falta de fundamentação técnica relacionada ao objeto da CPMI.








































