Ayel Muniz: “Marcos Rogério é o socialista que virou liberal só depois de chegar ao poder”

Artigo critica trajetória política do senador, aponta contradições ideológicas e questiona ausência de projeto estruturado para Rondônia, além de citar episódio envolvendo indicação familiar.

Fonte: Assessoria - 50

Publicado em

Ayel Muniz: “Marcos Rogério é o socialista que virou liberal só depois de chegar ao poder”

Compartilhe esta notícia:

Nos siga no Google News

O debate político em Rondônia começa a ganhar novos contornos com a aproximação das eleições estaduais, e nomes que se colocam como representantes da direita passam a ser alvo de análises mais profundas sobre coerência, trajetória e preparo. Em artigo assinado por Ayel Muniz, o senador Marcos Rogério é apresentado como um personagem marcado por mudanças de discurso, alinhamentos estratégicos e contradições entre prática e narrativa pública.

Segundo o autor, Marcos Rogério não representa a direita na essência, já que sua formação política teve início no PDT, partido historicamente associado ao pensamento trabalhista e socialista, fundado por Leonel Brizola, uma das principais referências desse campo ideológico no Brasil.

Para Ayel, essa origem desmonta a tentativa atual do senador de se apresentar como liberal-conservador. O texto sustenta que a mudança ocorreu apenas depois de sua ascensão ao poder, mais como conveniência eleitoral do que como transformação ideológica real.

O discurso liberal veio depois, impulsionado pela oportunidade, não pela convicção”, sugere o artigo ao questionar a coerência do parlamentar.

Outro ponto central levantado é a suposta ausência de um time estruturado e de um plano claro de desenvolvimento para Rondônia. Ayel afirma que não há, até o momento, uma equipe técnica conhecida ou um projeto sólido capaz de sustentar uma candidatura ao governo do estado.

O autor também critica a aposta recorrente no argumento de que Marcos Rogério teria o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, como se isso fosse suficiente para substituir liderança, planejamento e capacidade administrativa.

Embora reconheça que o senador é funcional ao projeto nacional do PL, Ayel ressalta que ser útil ao partido em Brasília não significa representar os interesses de Rondônia, alertando para o risco de o estado ser tratado apenas como peça dentro de estratégias nacionais de poder.

A crítica se intensifica ao citar um episódio ocorrido durante a presidência de Marcos Rogério na Comissão de Infraestrutura do Senado. Conforme o artigo, ele teria indicado sua esposa, Andréia Schmidt Brito, para um cargo de assessoria na Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), órgão diretamente ligado ao setor que ele supervisionava politicamente.

Para Ayel, o caso evidencia um contraste entre discurso moralizador e práticas associadas à velha política.

Quem fala em renovação não pode usar o poder para beneficiar o próprio círculo familiar”, aponta o texto.

Ao final, o artigo defende que Rondônia precisa de uma liderança com preparo, equipe técnica, projeto consistente e compromisso real com o estado, e não de discursos reciclados, alinhamentos oportunistas ou ambições pessoais travestidas de ideologia.
Ayel Muniz

NEWS QUE VOCÊ VAI QUERER LER

DESTAQUE NEWS

EMPREGOS E CONCURSOS

POLÍTICA

POLÍCIA

ÚLTIMAS NOTÍCIAS