O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 29, o fim do sigilo dos depoimentos prestados pelo banqueiro Daniel Vorcaro e pelo ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. As oitivas ocorreram no final de dezembro sob condução da Polícia Federal.
A decisão atende a um pedido do Banco Central, que busca acessar as declarações feitas no âmbito da investigação. Entre os depoimentos liberados está também o de Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização da autorarquia, ouvido durante o processo de apuração das fraudes.
O caso tramita na Suprema Corte devido ao envolvimento de um deputado federal, o que deslocou a competência da Justiça Federal de Brasília para o STF. A investigação foca em um esquema de créditos falsos que pode ter gerado um prejuízo de até R$ 17 bilhões.
A Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025, revelou indícios de manobras para viabilizar a venda de ativos fictícios do Banco Master para o BRB. Além de Vorcaro, ex-diretores e um ex-sócio da instituição financeira também figuram como alvos do inquérito policial.
Com a queda do sigilo, os detalhes das transações e as defesas apresentadas pelos executivos tornam-se públicos, permitindo maior transparência sobre a liquidação da instituição. O material deve embasar os próximos passos da Procuradoria-Geral da República na formulação de denúncias.
O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central após a descoberta das irregularidades operacionais. O processo de apuração agora entra em fase decisiva para identificar o nível de participação de agentes públicos na tentativa de aquisição dos ativos pelo banco do Distrito Federal.











































