O ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), informou que a decisão sobre o envio das investigações para a primeira instância só ocorrerá após a conclusão do inquérito pela Polícia Federal. A manifestação foi divulgada por meio de nota oficial nesta quinta-feira (29).
A permanência do processo na Suprema Corte é alvo de questionamentos jurídicos. O caso subiu ao tribunal após a menção ao nome de um deputado federal em documentos apreendidos, embora ainda não existam suspeitas formais de crime contra o parlamentar.
Detalhes das investigações e sigilo
O inquérito apura irregularidades e possíveis fraudes nas negociações de compra do Banco Master pelo BRB, instituição financeira pública do Distrito Federal. Segundo o comunicado, o sigilo máximo decretado por Toffoli visa evitar vazamentos que prejudiquem o andamento das diligências em curso.
A nota do gabinete também rebate polêmicas recentes sobre a condução do caso. Toffoli validou medidas cautelares anteriores e determinou a oitiva de dirigentes do Banco Central e dos presidentes das instituições envolvidas, incluindo acareações realizadas no fim de dezembro.
Pressão sobre a relatoria do processo
O ministro enfrenta pressão crescente para deixar a relatoria devido a decisões consideradas incomuns, como a requisição de materiais apreendidos antes da perícia policial. Relatos sobre negócios de familiares do magistrado com fundos ligados ao banco também geraram desgaste.
O gabinete reforçou que a manutenção do processo no STF evita futuras nulidades processuais relacionadas ao foro por prerrogativa de função. A Polícia Federal solicitou mais 60 dias para concluir as apurações, prazo que já foi autorizado pelo ministro relator.











































