O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enviou um ofício à Agência Nacional de Mineração (ANM) nesta segunda-feira, 26, cobrando soluções imediatas para o extravasamento de água em minas operadas pela Vale. Os incidentes ocorreram nas unidades de Viga e Fábrica, localizadas entre os municípios de Congonhas e Ouro Preto.
De acordo com as autoridades locais, o volume de água com sedimentos atingiu o Rio Maranhão e áreas rurais da região, causando danos ambientais e alagamentos em instalações de outras empresas. Apesar da gravidade do escoamento de materiais, as prefeituras confirmaram que não houve registro de vítimas ou feridos nas áreas afetadas.
O ministro determinou a abertura de processos administrativos para investigar as causas dos vazamentos e identificar possíveis falhas de segurança. Em seu comunicado, Silveira ressaltou que a interdição das atividades pode ser aplicada caso seja necessário para garantir a integridade das comunidades próximas e a preservação dos recursos naturais.
O Ministério Público de Minas Gerais também acompanha o caso por meio do Núcleo de Combate aos Crimes Ambientais. Técnicos realizaram vistorias nas cavas para elaborar relatórios sobre o impacto da lama e dos sedimentos, enquanto aguardam informações detalhadas das defesas civis estadual e municipais.
Em nota ao mercado, a Vale afirmou que as situações foram contidas e que os episódios não possuem relação com as barragens de rejeitos da região, que permanecem estáveis. A companhia alegou que o extravasamento foi composto apenas por água e sedimentos, intensificados pelo período de fortes chuvas em Minas Gerais.











































